Reprodução/MySpace
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Atirador de Oregon era um garoto recluso e muito próximo da mãe

Vizinhos afirmam que Chris Harper Mercer usava sempre as mesmas roupas e tinha uma aparência frágil

O Estado de S. Paulo

02 Outubro 2015 | 08h56

ROSEBURG, EUA - Chris Harper Mercer, identificado como o autor dos tiroteios na Faculdade Comunitária Umpqua em Roseburg, Oregon, na quinta-feira, era um jovem recluso. Os vizinhos dizem que eles usava as mesmas roupas todos os dias: botas de combate, calças verdes do Exército e camiseta branca. Eles também afirmam que o garoto era muito próximo de sua mãe, que o protegia ferozmente.

Moradores de Winchester, em Oregon e Torrance, Califórnia, onde Mercer vivia com a mãe, Laurel Harper, descrevem Mercer como um jovem aparentemente frágil, com a cabeça raspada e óculos escuros, que parecia evitar interações sociais.

“Ele parecia sempre ansioso”, disse Rosario Lucumi, 51 anos, que pegava o mesmo ônibus que ele para ir trabalhar. Ela acredita que ele ia à Faculdade El Camino. “Ele sempre estava com fones de ouvido, ouvindo música.”

“Mercer e sua mãe eram realmente muito próximos”, disse Rosario. Ela também acredita que ambos dividiam um pequeno apartamento de apenas um quarto em Torrance e que moraram lá por menos de um ano. “Eles estavam sempre juntos.”

Bryan Clay, 18 anos, disse que havia perguntado para Mercer por que ele usava os mesmos trajes militares todos os dias. “Ele não estava muito disposto a falar sobre isso” e mudou de assunto”, contou Clay. “Ele não dizia nada sobre si mesmo.”

Outro vizinho, Derrick McClendon, 42 anos, disse que Mercer era tão tímido que algumas vezes perguntava ao garoto se havia algo errado. “Eu dizia ‘olá, está tudo bem?’ e ele dizia ‘oi’, mas apenas isso. Ele era muito tímido.”

Mercer parecia fazer parte de algumas comunidades na internet. Há uma foto em seu perfil no site MySpace em que ele aparece segurando um rifle e um texto em que expressa um profundo interesse pelo Exército Republicano Irlandês (IRA).

Outra imagem do garoto aparecia em um site de relacionamentos em que ele se descrevia como “introvertido” e que não gostava de “religião organizada”.

Fora do mundo virtual, a mãe de Mercer procurava protegê-lo de todos os aborrecimentos da vizinhança, contam antigos vizinhos. As reclamações iam desde crianças barulhentas e latidos de cachorros a pragas domésticas.

Um dos vizinhos disse que ela foi de porta em porta certa vez com uma petição para conseguir com que o proprietário do apartamento acabasse com as baratas no local, dizendo que elas incomodavam seu filho.

Outro morador da região afirmou que Mercer era “um bom menino” e que “sempre foi educado”. Quando perguntado se ele já havia visto o garoto portando armas, o vizinho apenas disse: “prefiro não comentar”. /THE NEW YORK TIMES

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