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Atiradores matam 18 pessoas e ferem 50 em shopping de Bagdá

- Atualizado: 11 Janeiro 2016 | 16h 58

Ação em bairro de maioria xiita no leste da capital iraquiana foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico; forças de segurança mataram dois e prenderam quatro terroristas no local

(Atualizada às 16h15) BAGDÁ - Homens armados atacaram nesta segunda-feira, 11, um centro comercial no leste de Bagdá em um bairro de maioria xiita, matando ao menos 18 pessoas e ferindo outras 50, segundo autoridades iraquianas.

Fontes de segurança e de saúde disseram de forma anônima que antes de entrarem no complexo comercial os atiradores detonaram um carro-bomba em um dos acessos do edifício. Entre os mortos do ataque, que durou cerca de uma hora e meia, estariam ao menos policiais, disseram as fontes.

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) divulgou declaração na internet assumindo a autoria do ataque na qual disse que quatro de seus membros tinham como alvo uma reunião de "pagãos rejeicionista", forma depreciativa pela qual os jihadistas se referem aos muçulmanos xiitas.

O ataque foi tratado desde o princípio como uma situação com reféns e as autoridades estimaram que até 50 pessoas poderiam estar sob ameaça dos atiradores. Forças de segurança cercaram o shopping e o invadiram pelo teto, matando dois atiradores e prendendo outros quatro antes de declarar o local sob controle.

Depois da ação dos terroristas, o governo iraquiano fechou o acesso à Zona Verde de Bagdá, área onde fica a maioria das embaixadas e dos prédios governamentais. Uma grande quantidade de estradas, centros comerciais e pontes em toda a capital iraquiana também tiveram o aceso controlado em razão do temor de novos atentados.

O Iraque tem sofrido em razão de um conflito sectário principalmente entre xiitas e sunitas agravado pela ascensão dos insurgentes sunitas ultra-radicais do EI. 

Na manhã desta segunda, 5 pessoas foram mortas e 12 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba em um mercado lotado em outro ataque reivindicado pelo EI em Baquba, a 65 km de Bagdá. / REUTERS, AP e EFE

PARA ENTENDER

Invasão a shopping no Quênia em 2013 terminou com 67 mortos

Em 2013, militantes da milícia radical somali Al-Shabab atacaram um shopping de Nairóbi e se refugiaram no local, fazendo reféns por quatro dias. O episódio terminou com a morte de 67 pessoas.

Na invasão ao  Westgate Mall, os militantes invadiram o centro de compras pela entrada principal, lançaram granadas ao chão e fuzilaram clientes de um café. Os que chegaram pelo estacionamento mataram um guarda antes de alcançar os andares superiores, onde uma rádio organizava uma festa.

Segundo testemunhas do ataque, os militantes obrigaram os clientes do shopping a citar uma oração islâmica. Quem não conseguia fazê-lo, era executado. Imagens de câmeras de segurança mostraram os terroristas atirando contra banheiros depois de descobrir que havia pessoas escondidas neles.

Depois disso, os atiradores se separaram. Parte ocupou o cinema e outra se dirigiu a supermercado. No dia 23 de setembro daquele ano, o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, anunciou que o ataque tinha se encerrado com as forças de segurança do país derrotando os militantes.

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