Atitudes de Arafat encorajam EUA a buscarem um cessar-fogo

Encorajados pela conduta da Autoridade Palestina, os Estados Unidos querem buscar um cessar-fogo entre Israel e os palestinos e acreditam que as medidas devem ser levadas adiante, disse nesta terça-feira o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Richard Boucher. Ele também disse que palestinos e israelenses precisam continuar cooperando com as medidas de segurança "para ajudar a garantir uma interrupção duradoura da violência e do terror". Boucher disse que Israel, por sua vez, deve "evitar atos provocativos que tornam mais difícil o caminho para esta calma duradoura". Especificamente, ele disse que que as Forças Armadas de Israel devem parar com as incursões em territórios autônomos palestinos como Hebron e Gaza. De acordo com Boucher, os Estados Unidos estão "intensamente engajados nos esforços para restaurar a calma e retomar o diálogo político". Estes esforços incluem telefonemas do secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, ao primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e ao chanceler israelense, Shimon Peres, durante o fim de semana, e ao presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, na semana passada. "Observamos algumas medidas que os palestinos adotaram na área de segurança e pedimos aos dois lados que continuem evitando os atos provocativos e dêem seqüência à cooperação", declarou o porta-voz. Informações provenientes da região dão conta de que Arafat ordenou a prisão de qualquer pessoa que promova ataques contra israelenses, o que supostamente inclui membros de grupos militantes que organizam ataques à bomba contra israelenses. Nesta terça-feira, o governo de Arafat ordenou duas medidas sem precedentes: fechou as universidades da Cidade de Gaza para silenciar os militantes islâmicos e impediu a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza para evitar a cobertura dos eventos. Leia o especial

Agencia Estado,

09 Outubro 2001 | 20h16

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