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Autor de massacre em Oslo faz saudação nazista antes de julgamento na Noruega

- Atualizado: 15 Março 2016 | 09h 26

Anders Breivik repetiu o gesto, como fez durante o julgamento contra ele em 2012, ao dar início a um processo civil no qual acusa o Estado pelo suposto 'tratamento desumano' ao qual é submetido

COPENHAGUE - O ultradireitista Anders Behring Breivik, autor do massacre de julho do 2011 na Noruega, fez uma saudação nazista antes do início, nesta terça-feira, 15, do processo civil contra o Estado, a quem acusa de tratamento desumano pelo regime carcerário a que está submetido.

Breivik já tinha realizado saudação similar várias vezes durante o processo contra ele em 2012, em que foi condenado a 21 anos de prisão prorrogáveis de forma indefinida, pena máxima que pode equivaler à prisão perpétua na Noruega, ao ser considerado penalmente responsável pelos atentados e pela desqualificação do argumento da defesa de que ele seria doente mental.

O extremista Anders Breivik faz saudação nazista ao entrar na em tribunal montado na prisão de Skien, na Noruega, onde ele está preso

O extremista Anders Breivik faz saudação nazista ao entrar na em tribunal montado na prisão de Skien, na Noruega, onde ele está preso

O extremista norueguês, que estava nesta terça com a cabeça rapada, argumenta que o isolamento e o controle das comunicações a que está submetido viola dois artigos do Convenção Europeia de Direitos Humanos relacionados com a proibição do tratamento desumano e o respeito à privacidade.

A denúncia, apresentada em julho, faz referência à sua estadia na penitenciária de Ila, a oeste de Oslo, onde esteve preso nos primeiros dois anos, como na de Skien, ao sul da capital, para onde foi transferido no outono de 2013.

A procuradoria do Estado nega a acusação e ressalta que possui três quartos, pode sair ao pátio uma vez ao dia e conta com um computador, sem internet, televisão e PlayStation.

O controle das comunicações se justifica pela gravidade da pena e por ter tentado entrar em contato com outros extremistas, argumentou a procuradoria, que ressaltou que o regime foi relaxado várias vezes após as críticas da defensoria pública.

O processo, que durará quatro dias, acontece no ginásio da penitenciária de Skien por razões práticas e de segurança, sob certas restrições que afetam os testemunhos - o de Breivik, por exemplo, não será retransmitido - e outros aspectos, como as inspeções das dependências carcerárias.

A audiência desta terça é dedicada às exposições do representante legal de Breivik e do promotor do Estado. O tribunal advertiu que quando o ultradireitista depuser amanhã, para o que terá três horas, não serão permitidos comentários que possam ser ofensivos o que enviem mensagens ideológicas.

Breivik detonou uma bomba no complexo governamental de Oslo em 22 de julho de 2011, causando a morte de 8 pessoas. Logo depois ele foi de carro à ilha de Utoeya, a oeste da capital, onde cometeu um massacre em um acampamento das Juventudes Trabalhistas em que morreram 69 pessoas. / EFE

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