AP Photo/Matt Dunham
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Autoridades britânicas alertam para áreas contaminadas com agente neurotóxico em Salisbury

Diversos pontos da cidade no sudoeste da Inglaterra passarão por limpeza; Neste sexta, começa a descontaminação da Câmara Municipal e da delegacia de polícia local

O Estado de S.Paulo

20 Abril 2018 | 05h11

LONDRES – Várias áreas da cidade inglesa de Salisbury, no sudoeste da Inglaterra, podem estar contaminadas com o agente neurotóxico Novichok, utilizado no envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e a filha dele, Yulia, no mês passado, informam as autoridades britânicas. Trabalhos de descontaminação começam nesta sexta-feira, 20.

“Em alguns locais muito específicos temos que supor que existem concentrações relativamente altas que podem ser tóxicas para as pessoas”, afirmou o principal assessor científico do Ministério de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido, Ian Boyd.

Segundo Boyd, os trabalhos de descontaminação começam nesta sexta-feira, 20, em nove localizações da cidade, entre eles a delegacia de polícia e a Câmara Municipal, que permanecerá fechada durante oito semanas. A operação de limpeza em toda a cidade deverá durar meses.

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Segundo o delegado de polícia do condado de Wiltshire, onde está localizada Salisburg, os funcionários dos dois órgãos serão relocados para outras instalações na cidade.

Duas ambulâncias, um estacionamento e o alojamento onde vivia o detetive Nick Bailey, hospitalizado após entrar em contato com a substância, também passarão por uma limpeza intensa.

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A residência dos Skripal, principais vítimas do envenenamento, será o último local em que serão realizados os trabalhos de descontaminação. Segundo as autoridades britânicas, a casa concentra as maiores concentrações do agente neurotóxico na cidade.

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O envenenamento dos Skripal levou à tensão diplomática entre o Reino Unido e a Rússia, acusada de estar por trás do ataque. Recentemente, Yulia Skripal recebeu alta do hospital onde estava internada e se encontra em uma localização secreta do governo britânico. //EFE

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