Geoffroy Van Der Hasselt/AFP
Geoffroy Van Der Hasselt/AFP

Autoridades francesas identificam autor de ataque reivindicado pelo EI

Nascido na Chechênia e sem registro judicial, agressor matou uma pessoa e feriu outras quatro

O Estado de S.Paulo

13 Maio 2018 | 04h21

O ataque de faca em Paris, reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, que matou um pedestre na noite de sábado, 12, foi cometido por um francês nascido em 1997 na Chechênia, cujos pais foram presos para interrogatório. O agressor, que foi morto por tiros da polícia logo após o fato, "é um francês nascido na Chechênia, em 1997. Seu pai e sua mãe foram levados sob custódia da polícia no domingo de manhã", disse uma fonte judicial. Ele "não tinha registro judicial", acrescentou.

Um pedestre de 29 anos morreu e quatro outros ficaram feridos pelo homem que esfaqueou com transeuntes gritando "Allahu Akbar" (Alá é o maior), de acordo com testemunhas. Os feridos estão fora de perigo, informou o ministro do Interior da França, Gerard Collomb, durante a noite.

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O grupo jihadista EI, que atacou a França várias vezes desde 2015, rapidamente assumiu a responsabilidade pelo ataque. "O autor deste ataque a faca em Paris é um soldado do Estado Islâmico e a operação foi realizada em resposta a chamadas para atacar os estados da coalizão", disse a agência de propaganda Amaq, porta-voz do grupo EI.

"A França paga o preço do sangue novamente, mas não cede aos inimigos da liberdade", disse o presidente Emmanuel Macron no Twitter. O Primeiro Ministro Edouard Philippe saudou "a reação excepcional das forças policiais", cuja intervenção tornou possível evitar "um maior equilíbrio".

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O ataque aconteceu pouco antes 21h (15h de Brasília), no Segundo Distrito central da capital francesa, perto da Ópera Garnier, um local repleto de bares, restaurantes e teatros muito frequentado por turistas. "Com base no testemunho de que o agressor teria gritado 'Allahu Akbar', atacando os pedestres com uma faca, e método de operação, confiamos a investigação para a seção anti-terrorista", disse o promotor de Paris, Francois Molins./AFP

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