REUTERS/Stringer
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Autoridades russas desativam bomba em prédio residencial e investigam cúmplices de autor do atentado

Polícia também fechou uma estação em São Petersburgo depois de flagrar um homem que carregava uma granada da 2.ª Guerra na bolsa

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2017 | 11h22

SÃO PETERSBURGO, RÚSSIA - Autoridades russas prenderam diversas pessoas em São Petersburgo nesta quinta-feira, 6, após encontrarem um dispositivo explosivo em um prédio residencial, e disseram que estão investigando supostos cúmplices do responsável pelo atentado ao metrô da cidade na segunda-feira 3.

"A bomba foi desativada e os criminosos detidos", afirmou aos jornalistas o chefe do distrito onde está localizado o apartamento.

Especialistas em desativação de bombas neutralizaram o dispositivo no prédio residencial após retirarem os moradores com o auxílio de duas escadas. "Disseram: ‘a casa está minada, saiam rápido’", contou uma moradora do local. Outro morador afirmou ter visto policiais prendendo quatro jovens que ocupavam um apartamento no oitavo andar, ao lado de sua casa.

Ainda nesta quinta-feira, a polícia fechou uma estação de metrô de São Petersburgo após flagrar um homem que levava uma antiga granada na bolsa. Agentes do esquadrão antibombas "comprovaram que efetivamente se tratava de uma granada RG-42 da 2.ª Guerra, mas que não levava TNT", por isso não representava um perigo real, informou um porta-voz da polícia.

São Petersburgo ainda se recupera da explosão de uma bomba que destruiu um vagão do metrô da cidade, deixando 14 mortos e cerca de 50 feridos. O ataque, que autoridades acreditam ter sido realizado por um cidadão russo nascido no Quirguistão, chamou atenção para o grande número de imigrantes, principalmente de Estados muçulmanos da Ásia central, que se mudaram para a Rússia para trabalhar.

O comitê de investigação russo, conselho que apura os antecedentes do autor da explosão, disse em comunicado que também está investigando os antecedentes das pessoas suspeitas de serem cúmplices.

O grupo afirmou que identificou diversas pessoas de origem da Ásia central que estiveram em contato com Akbarzhon Dzhalilov, o principal suspeito. Uma busca nas casas dos detidos encontrou objetos importantes para a investigação, disse o comitê.

A agência de notícias russa Interfax informou que os investigadores haviam prendido diversas pessoas suspeitas de serem cúmplices de Dzhalilov.

Explosão. Um gari ficou ferido nesta quinta-feira no abdômen e perdeu os dedos de uma mão ao explodir "um objeto suspeito" que havia recolhido perto de um colégio na cidade de Rostov do Don, na Rússia, segundo informações divulgadas pelas forças de segurança do país.

"O homem recolheu da calçada um objeto suspeito que explodiu em suas mãos. Ele ficou sem dedos e, além disso, ficou ferido no abdômen", afirmou um policial à agência de notícias RIA Novosti.

As aulas no local foram suspensas e os investigadores trabalham para esclarecer as causas da explosão. / REUTERS e EFE

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