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Avião bombardeiro B-52 dos EUA sobrevoa Coreia do Sul para pressionar Coreia do Norte

- Atualizado: 10 Janeiro 2016 | 18h 50

Coreia do Norte ainda não reagiu ao voo do B-52, mas geralmente qualifica ações do tipo como uma prova de que os EUA têm a intenção de invadir o país

Líder do Comando Pacífico dos EUA disse que essa é uma demonstração da força do compromisso dos EUA com seus aliados
Líder do Comando Pacífico dos EUA disse que essa é uma demonstração da força do compromisso dos EUA com seus aliados

SEUL - Os Estados Unidos realizaram um sobrevoo de um avião bombardeiro B-52 perto do território da Coreia do Norte neste sábado, 9, no momento em que Washington e seus aliados buscam maneiras de pressionar Pyongyang, após os norte-coreanos anunciarem um teste nuclear. Os EUA não desejam, porém, provocar uma escalada na tensão militar.

O bombardeiro, que pode levar armas nucleares, sobrevoou a região da base aérea Osan, na Coreia do Sul, cerca de 70 quilômetros ao sul da fronteira entre as Coreias, por volta do meio-dia (hora local), informaram os militares norte-americanos. O B-52, que fica sediado em Guam, teve a companhia de aviões de combate norte-americanos e sul-coreanos, antes de voltar à base.

O almirante Harry B. Harris, líder do Comando Pacífico dos EUA, disse que essa é uma demonstração da força do compromisso dos EUA com seus aliados, a Coreia do Sul e o Japão, e na defesa do próprio país.

O voo foi pensado para se contrapor às ambições militares norte-coreanas, após o país anunciar o teste de uma bomba de hidrogênio na última semana. Neste domingo, a imprensa estatal norte-coreana informou que o líder Kim Jong Un visitou o Ministério das Forças Armadas do Povo para parabenizar funcionários. Kim disse, segundo a agência, que o teste foi um passo defensivo, para garantir a paz na Península Coreana e a segurança regional, diante da "ameaça de guerra nuclear causada pelos imperialistas liderados pelos EUA". Não foi informada a data da visita do líder ao ministério.

A Coreia do Norte ainda não reagiu ao voo do B-52, mas geralmente qualifica ações do tipo como uma prova de que os EUA têm a intenção de invadir o país.

Enquanto isso, a Coreia do Norte continua a atacar o regime de Pyongyang, com mensagens e canções pop veiculadas na região da fronteira a partir de vários alto-falantes instalados para esse fim. A medida tem como objetivo desafiar os esforços da Coreia do Norte para bloquear informações vindas do exterior.

O ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se, disse em um programa televisivo na manhã deste domingo que a China deve trabalhar com outros países para impor penalidades à Coreia do Norte pelo teste nuclear. Segundo a autoridade, Pequim deveria apoiar ações na Organização das Nações Unidas contra Pyongyang, para mostrar que "não fez promessas vazias" sobre o tema anteriormente.

O Conselho de Segurança da ONU já anunciou que deve tomar medidas contra a Coreia do Norte, porque o país tinha uma proibição para realizar teste nucleares. A China, porém, tem poder de veto no órgão da ONU e é uma aliada do regime norte-coreano. De qualquer modo, Pequim já condenou o teste nuclear, mas diz que não pode ser responsabilizada pelo avanço nuclear do país. As informações são da Dow Jones Newswires.

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