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Belga ligado aos autores dos atentados de Paris é detido no Marrocos

- Atualizado: 19 Janeiro 2016 | 12h 25

O suspeito, que responde às iniciais J.A. e cuja identidade completa não foi revelada, admitiu que se juntou à Frente al-Nusra e depois ao Estado Islâmico enquanto esteve na Síria

RABAT - A polícia marroquina deteve no fim de semana um cidadão belga ligado aos autores dos atentados de 13 de novembro em Paris, mas a princípio não há informações de que ele teria participado dos atos, informou na segunda-feira o Ministério do Interior em comunicado.

O comunicado indica que o belga, que responde às iniciais J.A. e cuja identidade completa não foi revelada, embora tenha origem marroquina, manteve um "vínculo direto" com o "cérebro" dos atentados de Paris, em referência a Abdelhamid Abaaoud.

Belga de origem marroquina foi preso na cidade de Muhammadiyah por ligação com autores do atentado em Paris

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O comunicado não explica as razões de sua estadia no Marrocos e nem precisa se o detido teve responsabilidade nos atentados de Paris, reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), nos quais morreram 130 pessoas.

A detenção aconteceu em Muhammadiyah, uma cidade litorânea situada entre Casablanca e a capital Rabat, no dia 15, e se desconhece se ocorreram mais prisões.

Nos interrogatórios, o detido confessou que viajou da Bélgica à Síria "com um dos suicidas de Saint-Denis" (um dos lugares de Paris onde ocorreram os atentados), e que em um primeiro momento uniu-se à Frente al-Nusra (filial da Al-Qaeda na Síria) para depois fazer parte do Estado Islâmico, onde aperfeiçoou seu treino em guerrilha urbana e manejo de armas".

Na Síria, ele teve oportunidade de estreitar relações com vários líderes do EI, entre eles o "cérebro" dos atentados, Abdelhamid Abaaoud (como ele, belga de origem marroquina), embora o comunicado não o cite por seu nome.

Estes dirigentes jihadistas "ameaçavam atentar contra a França e Bélgica", disse o detido. Por razões desconhecidas, J.A. deixou a Síria e realizou então um longo périplo que o levou à Alemanha, Bélgica, Holanda e finalmente Marrocos. / EFE e REUTERS

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