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AP Photo/Geert Vanden Wijngaert

Bélgica mantém alerta de 'ameaça possível e provável' após tiroteio

Primeiro-ministro belga, Charles Michel, confirmou que país segue sob alerta de nível 3 - em escala de 0 a 4 - enquanto autoridades buscam dois fugitivos da operação antiterrorismo de terça-feira

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O Estado de S. Paulo

16 Março 2016 | 15h18

BRUXELAS - O Órgão de Coordenação para a Análise da Ameaça da Bélgica decidiu nesta quarta-feira, 16, manter o nível de alerta 3, em uma escala de 0 a 4, por considerar que há uma "ameaça possível e provável" após a operação antiterrorista que derivou de um tiroteio em Bruxelas na terça-feira.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel, após a reunião do Conselho Nacional de Segurança realizada na capital belga para avaliar a situação, enquanto continua a busca pelos dois homens que fugiram após a troca de tiros.

Michel lembrou que isto significa que continua havendo risco de uma "ameaça possível e provável", e que por isso o desdobramento de forças policiais e militares nas ruas será mantido. "Nossa intenção é continuarmos plenamente mobilizados", confirmou o primeiro-ministro belga.

Enquanto, as autoridades do país buscam "ativamente" os dois fugitivos desta operação antiterrorista, realizada no distrito de Forest como parte da investigação sobre os atentados de 13 de novembro em Paris.

A procuradoria federal belga confirmou também que duas pessoas foram detidas na operação antiterrorista, que terminou com um suspeito morto e quatro policiais feridos, e a investigação continua para esclarecer os fatos.

O suspeito que morreu foi identificado como Belkaid Mohammed, um argelino que estava ilegalmente na Bélgica e que tinha cometido um roubo menor em 2014.

Ele foi abatido enquanto disparava com um fuzil por uma janela contra as forças de segurança que participavam da operação. Ao lado de seu corpo foi encontrada a arma e um livro sobre salafismo, assim como uma bandeira do Estado Islâmico (EI).

O alerta foi elevado ao máximo na Bélgica nos dias posteriores aos atentados de Paris, quando também foi decretado um bloqueio em Bruxelas pelo temor de mais ataques. / EFE

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