Bioterrorismo nos EUA pode ser de origem local

As análises preliminares indicaram que os esporos da bactéria antraz enviados a Nova York e Flórida são do mesmo tipo, ao mesmo tempo em que autoridades suspeitam que a onda de bioterrorismo poderia ser de origem local. O FBI disse hoje que está analisando "pistas substanciais" para estabelecer a identidade da pessoa ou pessoas responsáveis pelos envios. Os organismos policiais e outras agências disseram que não há provas, até agora, de que terroristas estrangeiros estejam envolvidos nestes ataques com antraz. Um funcionário acrescentou que certas provas poderiam levar a uma fonte norte-americana. Tampouco há provas de que o antraz esteja relacionado com algum programa de armas bacteriológicas, indicou uma fonte, que pediu para não ser identificada. O secretário de Justiça dos EUA, Josh Ashcroft, disse que os ataques com antraz poderiam ser obra de algum grupo ou de indivíduos que trabalham de maneira independente. "Pode ser que tenhamos ambos aqui", afirmou ele à rede de televisão PBS. Ele acrescentou que as pessoas que enviam pelos correios o antraz tentam desviar a atenção dos investigadores efetuando ameaças falsas. A investigação ocorre em várias frentes a medida que as autoridades realizam complexas análises nos esporos de antraz que surgiram em pelo menos quatro cidades nos últimos dias. Depois das análises preliminares, informou o doutor David Fleming, dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças, "o tipo detectado em Nova York parece coincidir com o da Flórida". No entanto, segundo ele, ainda não está claro se o tipo detectado em Washington é o mesmo das outras duas áreas. Uma outra fonte, que também falou na condição de anonimato, afirmou que há provas que poderiam indicar a existência de um culpado nos Estados Unidos. Embora parte do pó com os esporos de antraz fora refinada a tal ponto de poder ser dispersada no ar, as análises sugerem que o tipo de bactéria é comum nos Estados Unidos. Leia o especial

Agencia Estado,

18 Outubro 2001 | 15h29

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