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Boko Haram quer libertar prisioneiros em troca de meninas sequestradas

O Estado de S. Paulo

12 Maio 2014 | 08h 11

Líder de grupo radical nigeriano diz que reféns foram convertidas ao islamismo

ABUJA - O líder do grupo radical islâmico Boko Haram, Abubakar Shekau, disse nesta segunda-feira, 12, que as mais de 200 meninas sequestradas no norte da Nigéria não serão soltas até que membros da organização que estão presos sejam libertados.

Em um novo vídeo divulgado hoje pela imprensa local, o líder do grupo, que assumiu a autoria do sequestro há um mês, afirmou ainda que as meninas foram convertidas ao islamismo.

Horas depois, o governo da Nigéria descartou liberar os militantes presos. Claro que não faremos isso", disse o ministro do Interior Abbas Moro.

Horas depois, o governo da Nigéria descartou liberar os militantes presos. Claro que não faremos isso", disse o ministro do Interior Abbas Moro.

As imagens, divulgadas em Maidiguri, capital de Borno, mostram 100 meninas aparentemente recitando fragmentos do Alcorão e fazendo declarações de fé, vestindo o hijab.

Shekau manifestou sua intenção de negociar a troca das menores, mas somente em troca da libertação de militantes do Boko Haram detidos pelas forças de segurança nigerianas.

As meninas foram sequestradas em 14 de abril de uma escola de ensino médio em Chibok, em Borno, bastião do grupo fundamentalista. /EFE