Bulent Kilic/AFP
Bulent Kilic/AFP

Bombardeios da coalizão liderada pelos EUA matam 23 civis da mesma família na Síria

Jihadistas perderam maior parte do território que ocuparam na Síria e no Iraque

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2017 | 07h26

BEIRUTE - Ataques aéreos conduzidos pela coalizão comandada pelos Estados Unidos mataram 23 civis da mesma família em uma cidade controlada pelo grupo Estado Islâmico na província de Deir Ezzor, no leste da Síria, informou a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) nesta quinta-feira, 14.

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"Ao menos 23 civis, entre eles oito crianças e seis mulheres, foram mortos na quarta-feira em ataques aéreos", revelou a entidade, com sede em Londres. As vítimas, todas da mesma família - primos e irmãos, com seus filhos -, se escondiam em uma casa depois que fugiram dos combates em uma cidade vizinha.

O OSDH informou que os bombardeios foram dirigidos pela coalizão internacional, que apoia uma ofensiva das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma coalizão árabe-curda, na margem leste do Eufrates nesta província.

A província de Deir Ezzor está amplamente controlada pelo regime sírio, que expulsou os jihadistas da maior parte desta província. Um porta-voz do exército americano afirmou que uma investigação será aberta sobre as supostas vítimas civis e explicou que a coalizão ataca apenas "objetivos militares válidos".

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Na quarta-feira, um porta-voz da coalizão disse que os combatentes liberaram com seu apoio seis quilômetros de território ao longo da margem leste do Eufrates no último dia. O grupo jihadista perdeu a maior parte do território que ocupou na Síria e Iraque em 2014, depois de uma série de ofensivas.

O governo iraquiano e a Rússia, que apoiam as forças do regime sírio de Bashar al-Assad, declararam a vitória sobre os jihadistas. Dezenas de civis morreram nos bombardeios aéreos na província de Deir Ezzor, onde operaram aviões da coalizão, da Rússia e do regime. As aviações russa e da coalizão foram acusadas nos últimos meses de ter provocado a morte de civis.

A Síria deve seguir o caminho do Iraque e anunciar em breve a vitória perante o EI, cujos combatentes estão refugiados ou escondidos em seus últimos redutos. / AFP

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