Joshua Smoot/AFP
Joshua Smoot/AFP

Em demonstração de força, bombardeiros americanos sobrevoam península coreana

Este é o primeiro exercício militar noturno com o Japão e a Coreia do Sul; dois aviões B-1B participaram de uma missão nas imediações do Mar do Japão / Mar do Leste

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 04h02
Atualizado 11 Outubro 2017 | 08h10

SEUL - Dois bombardeiros americanos sobrevoaram a península coreana em uma demonstração de força em relação a Pyongyang, no primeiro exercício militar noturno com o Japão e a Coreia do Sul.

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Os dois aviões B-1B, com base em Guam, participaram de uma missão nas imediações do Mar do Japão / Mar do Leste na terça-feira 10, informou um comunicado do comando das forças americanas no Pacífico.

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"Voar e treinar à noite com nossos aliados de maneira segura e eficaz é uma capacidade compartilhada por EUA, Japão e a República da Coreia (do Sul). Deixa em evidência as proezas táticas dos pilotos de cada país", afirmou o major Patrick Applegate.

O comando militar sul-coreano informou que os aviões simularam um ataque de mísseis ar-terra ao lado de dois caças sul-coreanos sobre o Mar do Japão / Mar do Leste. Em seguida, os quatro aviões sobrevoaram a península e participaram de outra rodada de exercícios de bombardeio sobre o Mar Amarelo, antes do retorno dos B-1B para sua base, de acordo com Seul.

"Este exercício é parte de uma mobilização de rotina destinada a fortalecer a dissuasão ante as ameaças nucleares da Coreia do Norte", completou o comando sul-coreano em um comunicado. "Nesta oportunidade, por meio deste exercício, a aviação dos EUA e a da Coreia do Sul exibiram a determinação dos aliados de responder com força às ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte", afirmou a nota.

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Os B-1B também realizaram exercícios com as forças aéreas japonesas, no que o comando americano qualificou como "missão bilateral sequencial".

A tensão provocada pelo programa nuclear da Coreia do Norte aumentou nos últimos meses com o lançamento por Pyongyang de vários mísseis e a execução do sexto teste nuclear, realizado em setembro. / AFP

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