Bombas em igreja matam pelo menos 7 na Libéria

Pelo menos sete pessoas morreram hoje e dezenas ficaram feridas na explosão de bombas de morteiro em uma igreja na capital da Libéria, Monróvia. Antes do amanhecer, uma bomba explodiu na Igreja Grande Templo dos Refugiados e outra a 300 metros de sua entrada. A explosão acontece um dia depois de o presidente dos EUA, George W. Bush, ter ordenado que as tropas americanas se posicionem na costa do país, situado na África Ocidental. Moradores das imediações e equipes de resgate disseram que pelo menos 30 civis ficaram gravemente feridos e foram levados para o principal hospital da cidade, onde centenas de pessoas aterrorizadas pela guerra civil também buscaram refúgio. Ontem pelo menos 23 pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas num ataque rebelde semelhante, com bombas de morteiro, contra duas escolas, localizadas perto de um hospital. As forças do governo lutam contra rebeldes que estão avançando sobre os subúrbios da capital. Hoje se escutava na cidade um forte tiroteio nas áreas próximas de três pontes estratégicas, onde as forças governamentais combatem ferozmente contra os guerrilheiros que tentam depor o presidente Charles Taylor. A guerra prossegue, apesar do cessar-fogo unilateral declarado pelos rebeldes pouco depois do anúncio de Bush. Milhares de liberianos têm saído às ruas pedindo a intervenção de tropas internacionais para pôr fim à guerra civil. A decisão de Bush foi bem recebida pela população, mas não ficou claro se as tropas americanas desembarcariam no país. Citando fontes no Departamento de Defesa (Pentágono), a rede de TV americana CNN informou hoje que as forças dos EUA só dariam apoio logístico e de comunicações às forças de pacificação de países africanos vizinhos, que devem começar a desembarcar ainda neste fim de semana. Com tropas no Iraque e no Afeganistão, o Pentágono está cauteloso quanto à possibilidade de enviar soldados para a Libéria, mas um porta-voz da Casa Branca deixou essa hipótese em aberto. Funcionários americanos disseram ontem que o contingente militar dos EUA levaria de sete a dez dias para chegar à região.

Agencia Estado,

26 Julho 2003 | 16h01

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