Santiago Armas/EFE
Santiago Armas/EFE

Bombas explodem perto de sedes de jornais equatorianos

De fabricação caseira, os explosivos não deixaram danos ou vítimas; um deles, ‘El Universo’, já foi processado por Correa

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2015 | 20h34

QUITO - Duas bombas de fabricação caseira explodiram na noite de quarta-feira, 29, perto das sedes dos jornais equatorianos El Telégrafo e El Universo, na cidade de Guayaquil. A autoria da ação foi reivindicada por um grupo crítico do governo até então desconhecido. 

As duas explosões, que não deixaram danos ou feridos, ocorreram em um intervalo de quase uma hora entre elas, nos arredores das sedes. Segundo autoridades, o barulho que provocaram assustou os vizinhos. “Esse é um ato de terrorismo que tenta criar caos, medo e desestabilizar a sociedade”, afirmou nesta quinta-feira o investigador do caso, Paúl Ponce. 

As bombas continham mensagens de uma organização autodenominada Frente de Libertação Nacional. A organização também reconheceu ter sido responsável pelos explosivos contra a sede do partido do governo em Guayaquil, no dia 14. 

A ação causou danos menores ao edifício do Alianza País, mas não houve feridos. O Ministério do Interior afirmou, em sua conta no Twitter, que, segundo investigações, as “bombas com os panfletos seriam de fabricação caseira”. 

O Universo veiculou a notícia, mas não emitiu nenhum comentário editorial. Em 2012, a Justiça do Equador condenou o ex-editor de Opinião de El Universo Emilio Palacio a 3 anos de prisão e a pagar uma multa de US$ 40 milhões por “crimes de injúria e difamação” em um processo movido pelo presidente Rafael Correa. Palacio fugiu para os EUA, onde obteve asilo. No mesmo ano, Correa perdoou o ex-editor e o jornal. 

O jornal El Telégrafo, próximo do governo, divulgou a notícia da explosão em seu site. “Rechaçamos todo ato de violência contra o jornalismo responsável, ético e público”, afirmou. As explosões ocorreram duas semanas antes de uma grande mobilização organizada por indígenas, sindicatos e outros grupos opositores a Correa. / AFP

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