BP diz que ainda não conseguiu conter vazamento

O executivo-chefe de operações da companhia de petróleo britânica BP, Doug Suttles, disse neste sábado que a empresa ainda não conseguiu conter o vazamento de petróleo causado pela explosão de uma plataforma no Golfo do México ocorrida em 20 de abril. "Eu não acho que a quantidade de petróleo que está saindo tenha mudado. Hoje, a operação ''top kill'' ainda não conteve o fluxo", afirmou durante entrevista coletiva em Fourchon Beach (Louisiana).

AE-AP, Agência Estado

29 Maio 2010 | 16h52

A operação "top kill", iniciada na quarta-feira, é a injeção de lama no topo do vazamento por meio do próprio equipamento de perfuração. A esperança da BP era que a pressão da lama injetada fosse suficiente para conter o vazamento, mas cerca de 12 mil a 19 mil barris de petróleo continuam a vazar a cada dia no Golfo do México.

Segundo Suttle, os engenheiros da BP já estão preparando uma alternativa a ser tentada caso a operação "top kill" continue a fracassar: remover um tubo de perfuração quebrado que está no topo da válvula que deveria ter evitado o vazamento e colocar um sifão, que conduziria o petróleo para a superfície, de modo que ele possa ser recolhido.

O vazamento ocorrido depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon já é o maior da história dos EUA, superando o que foi causado pelo naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Suttle disse que a BP já gastou US$ 940 milhões nas tentativas de conter o vazamento.

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