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Brasil, Angola e Moçambique investigarão queda de avião

O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2013 | 18h 47

Equipes dos três países vão a Namíbia descobrir o que causou a queda de aeronave da Embraer, que matou 33

MAPUTO - Investigadores chegaram à Namíbia no domingo, 1, para tentar determinar as causas da queda do avião das Linhas Aéreas Moçambicanas (LAM) que caiu na sexta-feira, matando as 33 pessoas que estavam a bordo, entre eles o brasileiro Sérgio Miguel Pereira Soveral.

O voo TM 470 havia decolado na sexta-feira de Maputo, em Moçambique, com destino a Luanda, em Angola. O avião, fabricado pela Embraer, foi encontrado somente no sábado em um parque nacional na fronteira com Angola, em uma área de difícil acesso. Os 6 tripulantes e os 27 passageiros - entre eles, 10 moçambicanos, 9 angolanos, 4 portugueses, um francês, um brasileiro e um chinês - morreram carbonizados. Seus restos foram levados para um necrotério de Windhoek, capital da Namíbia.

O avião, um modelo 190 da Embraer, ficou totalmente destruído, disse Willie Bampton, um comissário de polícia que esteve na área do acidente à Agência Namíbia Press. Segundo ele, pertences dos passageiros podiam ser encontrados a até meio quilômetro de distância do local da queda.

O último contato estabelecido com os pilotos havia sido feito quando o avião sobrevoava o norte da Namíbia, onde caia uma forte chuva. Segundo um técnico do aeroporto de Moçambique, que pediu para não ser identificado, o avião teria caído por causa do mau tempo que fazia na região.

O capitão Ericsson Nengola, disse à Agência Namíbia Press, que investigadores de Moçambique chegaram ontem cedo a Windhoek e equipes do Brasil e de Angola deveriam chegar ao longo do dia. Em nota, a Embraer afirmou que a aeronave acidentava havia sido entregue à companhia moçambicana em novembro de 2012.

Não estava claro se Botsuana também enviaria investigadores, já que o avião da LAM sobrevoou seu espaço aéreo antes de cair na Namíbia, acrescentou o capitão Nengola. Ele disse que o gravador de voz foi recuperado entre os destroços, mas a caixa-preta, que também contém registros do voo, ainda não tinha sido encontrada.

Os destroços do avião serão levados para um hangar na cidade de Rundu, onde será realizada a investigação. Em 2011, a União Europeia proibiu a LAM de voar em seu espaço aéreo, por questões de segurança. / AP, REUTERS e AFP