1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Brasil já gastou mais de R$ 1,8 bilhão no Haiti

- Atualizado: 15 Fevereiro 2016 | 20h 55

Para Ministério da Defesa, recursos usados deram oportunidade para que militares brasileiros treinassem e se preparassem melhor para situações de risco

O governo brasileiro já gastou R$ 1,804 bilhão na missão de paz no Haiti desde 2004. A partir de 16 de maio, chegará a Porto Príncipe o que poderá ser o último contingente militar brasileiro a trabalhar no país depois de 12 anos de ações atendendo a pedidos da Organização das Nações Unidas (ONU).

No momento, 970 militares brasileiros estão no Haiti e um número igual os substituirá a partir de maio. Somente este ano serão gastos R$ 120 milhões. O Ministério da Defesa, porém, não considera os recursos usados no Haiti como gastos, mas sim como investimentos.

Soldados brasileiros da missão da ONU patrulham ruas de Porto Príncipe

Soldados brasileiros da missão da ONU patrulham ruas de Porto Príncipe

A justificativa é a de que, enquanto estão em missão, os militares têm oportunidade de adquirir conhecimentos e são treinados em situação real, deixando as forças mais aptas em caso de necessidade. A Defesa lembra ainda que, além da experiência que se adquire com o treinamento real, a ONU restitui 40% do valor que o Brasil paga para deslocamento, manutenção e emprego das tropas.

Presidente interino. No domingo, o presidente do Senado do Haiti, Jocelerme Privert, foi eleito presidente interino do país e fica no cargo, de maneira provisória, até 14 de maio, dez dias depois da data marcada para o segundo turno das eleições presidenciais. O grau de instabilidade política é o que levará o Conselho de Segurança da ONU a decidir se prorrogará ou não a missão de paz no país.

O 24.º contingente militar brasileiro começará o rodízio com os militares que estão atualmente em Porto Príncipe, finalizando a substituição de pessoal em 4 de junho. A operação terá duração de seis meses. Segundo o Exército, havia a expectativa, conforme a última resolução da ONU, de outubro, de encerrar a participação brasileira no contingente.

“Mas, conforme a evolução política do país, a decisão será tomada após e emissão de nova resolução do CS da ONU, a se reunir no segundo semestre”, informou o Exército. “Desta forma, preventivamente, o Exército brasileiro já iniciou os preparativos para a mobilização e preparo do Contbras 25.”

Dos 970 militares que irão para o Haiti, 850 são da Força Terrestre, a maior parte integrante das unidades militares da Capital Federal, do Centro-Oeste e do Triângulo Mineiro. Os demais 170 são do Grupamento de Fuzileiros Navais, do Rio de Janeiro.

Eles serão comandados pelo coronel José Arnon dos Santos Guerra, no Batalhão de Infantaria, e a Companhia de Engenharia de Força de Paz Brasileira terá à frente o tenente-coronel Renato Farias Bazi. Desde 2004, quando foi realizada a primeira missão de paz do Brasil no Haiti, 33 mil militares já passaram pelo país, sendo 27.298 do Exército, 5.571 da Marinha e 279 da Aeronáutica. 

O Brasil tem comando de toda a operação que engloba 21 países. O comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) é o general Ajax do Porto Pinheiro.

A resolução do Conselho de Segurança da ONU estabelece que a missão termine em 15 de outubro, quando espera que um novo presidente haitiano já esteja exercendo seu mandato. O Haiti, porém, enfrenta uma escalada de violência iniciada às vésperas da data originalmente marcada para o segundo turno das eleições presidenciais, suspenso após protestos.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em InternacionalX