Brasileiro reaparecido faz novo contato com família

Um dos brasileiros desaparecidos desde o atentado terrorista a Nova York, o gaúcho A. A. da Silva, de 31 anos, não está morto, ao contrário do anunciado pelo Palácio do Planalto. De acordo com os familiares de Silva, ele ligou no dia de seu aniversário, em 29 de setembro, para falar com os dois filhos: G., de sete anos, e J., de seis anos. ?Ele está com ferimentos na cabeça, na nuca, nos braços e nas costas, mas não morreu?, assegura o parente, que pede para não ser identificado. Desde o dia 14 de setembro, quando fez o primeiro contato com a família no Brasil, Silva é procurado sem sucesso pelas autoridades diplomáticas brasileiras. Segundo havia informado para a ex-mulher, C.C.F., ele foi ferido nas explosões e internado em um hospital na cidade. C.C.F. acredita que o ex-marido esteja com medo de ser preso por ser imigrante ilegal. ?Claro que ele vai esconder-se mais?, disse, referindo-se à decisão do governo americano de prender os ilegais. Há dois anos Silva vive nos Estados Unidos. Até recentemente trabalhava em Charlotte, na Carolina do Norte, e cerca de uma semana antes do atentado mudou-se para Nova York, onde conseguiu emprego em um hotel. Uma das hipóteses para que a embaixada não tenha localizado nenhum registro em seu nome nos hospitais é que o gaúcho estivesse usando algum documento falso. A ex-mulher suspeita de que ele tenha voltado para Charlotte, mas não tem a confirmação. Os pais de Silva vivem em Porto Alegre, e as irmãs em Uberlândia, mas todos fazem mistério. De acordo com o parente localizado pelo Estado, Silva está tomando medicamentos devido ao seu ferimento na nuca, e os médicos americanos que o atenderam recomendaram que ele procurasse um neurologista. Leia o especial

Agencia Estado,

08 Outubro 2001 | 20h22

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