Bush acredita que foi eleito para salvar o mundo

Das cinzas do Pentágono e do World Trade Center, depois dos atentados terroristas de 11 de setembro, surgiu um novo presidente George W. Bush: um homem convencido de que esta catástrofe definiu não apenas sua presidência, mas também a sua própria vida. "Foi um momento de clareza existencial, semelhante ao que, em nível pessoal, Bush atravessou quando, aos 40 anos de idade, decidiu parar de beber e encontrou um novo objetivo na vida", afirmou uma fonte próxima ao presidente. "A operação Liberdade Duradoura tornou-se uma missão para ele. O presidente está convencido de que o destino o colocou nesta situação", garantiu outra fonte. Uma terceira pessoa próxima ao presidente observou que Bush, um homem profundamente devoto que todos os dias lê a Bíblia, "está convencido de que após o 11 de setembro foi escolhido para conduzir uma guerra que salve o mundo da praga do terror". "É algo que ele interiorizou espiritualmente, o presidente pensa que foi Deus que lhe pediu para não se distrair nesta batalha para o resto de sua vida", acrescentou a fonte. Há dois anos, durante sua campanha eleitoral, Bush não conseguia lembrar o nome do presidente do Paquistão: "Só sei que é um general", disse ele, referindo-se a Pervez Musharraf, que hoje é uma das peças-chave na campanha Liberdade Duradoura. O Bush que, durante os meses de campanha eleitoral, foi objeto de piadas em virtude de seus parcos conhecimentos geopolíticos - há um ano chegou a confundir os Taleban com um grupo de rock - ficou a milhares de quilômetros. Leia o especial

Agencia Estado,

08 Outubro 2001 | 18h04

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