Bush ou Kerry só interfere em economia do Brasil a médio prazo

Analistas do mercado europeu e acadêmicos concluem que, num primeiro momento, não há um candidato à presidência dos EUA mais favorável à economia brasileira. Um impacto mais relevante deverá ocorrer indiretamente, a médio e longo prazo. Só com o efeito da eleição norte-americana sobre a economia mundial no médio prazo é que o Brasil sentirá alguma modificação, dizem os analistas. Se o impacto for positivo, gerando mais crescimento econômico, mais comércio e menos protecionismo, o Brasil sairá ganhando. Mas se futuro chefe de Estado dos Estados Unidos levar a maior economia mundial a um quadro de crise, isso criará mais aversão ao risco e uma escalada do protecionismo, fatores nocivos ao Brasil. Melhor para economia mundial Também não há resposta sobre qual candidato, George W. Bush ou John Kerry, seria melhor para a economia mundial. O diretor sênior da agência de classificação de risco Fitch Ratings, Richard Fox, afirma que um fator que vem cada vez mais ameaçando a estabilidade econômica global é o gigantesco déficit fiscal norte-americano, além da alta dos preços do petróleo. "A questão do déficit não tem solução de curto prazo, seja quem for o vencedor, mas foi no governo Bush que esse déficit se agigantou", disse Fox. Segundo ele, os democratas parecem mais dispostos a tratar do déficit.

Agencia Estado,

30 Outubro 2004 | 16h23

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