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Cameron cita ameaças da Rússia e do Estado Islâmico ao defender permanência na UE

- Atualizado: 21 Fevereiro 2016 | 15h 28

Primeiro-ministro britânico anunciou neste sábado que em junho o Reino Unido terá referendo para decidir permanência no bloco

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, deu início a uma campanha para ganhar apoio em sua tentativa de manter o país dentro do que ele chama de União Europeia "reformada". Neste sábado, 20, Cameron propôs o referendo no dia 23 de junho para decidir se o Reino Unido fica ou sai do bloco.

O primeiro-ministro britânico usou uma aparição na TV neste domingo, 21, para enfatizar que seria melhor para a segurança nacional se o país ficasse na UE. Ele citou os desafios da Rússia e da ascensão de grupos extremistas no Oriente Médio como ameaças que poderiam ser melhor enfrentadas como parte de uma aliança. "Em um mundo em que você tem Putin para o leste e o Estado Islâmico para o sul, como você vai permanecer forte?", questionou. "Aliando-se aos países vizinhos, seus parceiros e seus amigos."

Entre os que defendem a saída do Reino Unido da UE, estão o secretário de Justiça do país, Michael Gove, e vários ministros. O prefeito de Londres, Boris Johnson, ainda não anunciou sua posição. A BBC informou, sem identificar fontes, que Johnson vai fazer campanha para o "Brexit", como ficou conhecido o movimento em prol da saída do país do bloco, o que representaria um duro golpe para Cameron.

Premiê britânico, David Cameron concede entrevista à BBC
Premiê britânico, David Cameron concede entrevista à BBC

O primeiro-ministro planeja iniciar o processo formal para o referendo na segunda-feira. Ele vai ao Parlamento britânico para definir os procedimentos para a votação no dia 23 de junho.

Cameron desafia as forças que apoiam a saída britânica da UE, argumentando que isso não diminuiria o fluxo de migrantes para o país. Ele afirma que qualquer novo acordo comercial forjado com a UE se o Reino Unido sair do bloco teria de incluir a livre circulação de mão-de-obra para atender às demandas de Bruxelas./AP

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