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Cantor do Eagles of Death desconfia de vigias do Bataclan

- Atualizado: 11 Março 2016 | 11h 30

Em entrevista ao programa Fox Business, Jesse Hughes diz que sentiu-se 'desconfortável' com atitude do chefe da segurança do local momentos antes do início do show

NOVA YORK - O cantor da banda Eagles of Death Metal sugeriu que o atentado que deixou dezenas de mortos na casa de shows parisiense Bataclan, em 13 de novembro, foi um "trabalho interno". Jesse Hughes, cantor e guitarrista do grupo, disse suspeitar dos seguranças do estabelecimento.

Ele afirmou que se sentiu muito desconfortável quando, nos preparativos para o show, o guarda responsável pela proteção dos bastidores não fez contato visual. "Não gostei nada dele. Imediatamente, fui para o promotor e perguntei a ele 'quem é esse cara? Quero outra pessoa nesse posto'", disse Hughes, em entrevista exibida noite pelo Fox Business.

Jesse Hughes, líder do Eagles of Death Metal, em frente ao memorial do Bataclan, nesta terça-feira, 8
Jesse Hughes, líder do Eagles of Death Metal, em frente ao memorial do Bataclan, nesta terça-feira, 8

"E ele me disse 'bom, alguns dos outros seguranças não chegaram'. E depois eu soube que uns seis deles não foram (ao show)", completou Hughes.

"Com todo meu respeito pela Polícia que está investigando, não faço uma declaração definitiva, mas vou dizer que me parece bastante óbvio que eles tinham razões para não ir", acrescentou.

Quando os roqueiros californianos estavam tocando, homens abriram fogo e lançaram granadas. Pelo menos 90 pessoas morreram. Foi o mais letal da série de ataques coordenados naquela noite em Paris, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico. Ao todo, foram 130 mortos e 350 feridos.

Hughes contou que um dos agressores permitiu que três pessoas da plateia deixassem o local. Para ele, isso seria uma prova de que os culpados já conheciam essa histórica casa de rock da capital francesa.

O americano já havia feito comentários parecidos em uma entrevista à revista "Vanity Fair". Nela, disse lamentar não ter seguido seu instinto, quando o técnico de som viu duas pessoas dentro da casa, antes da apresentação, com roupas e atitudes que destoavam claramente do típico público roqueiro. / AFP

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