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Capitão do navio naufragado na Coreia do Sul diz estar 'envergonhado'

O Estado de S. Paulo

17 Abril 2014 | 16h 37

Sobreviventes disseram que Lee Joon-seok foi um dos primeiros a ser resgatado da embarcação

JINDO - O capitão do navio que naufragou na costa da Coreia do Sul, Lee Joon-seok, de 69 anos, pediu perdão e disse estar "profundamente envergonhado" pelo naufrágio. "Sinto muito pelos passageiros e pelos familiares dos desaparecidos", disse o capitão, com o rosto coberto, nesta quinta-feira, 17, antes de ser interrogado.

Um agente da Guarda Costeira disse que Lee Joon-seok foi indiciado. Há relatos não confirmados de que ele teria sido o primeiro a abandonar a embarcação. Muitos sobreviventes disseram à imprensa que Joon-seok estava entre os primeiros a serem resgatados, embora ninguém o tenha visto saindo do navio.

Funcionários da Guarda Costeira afirmaram que o capitão pode ter alterado a rota marcada pelo governo e realizado uma mudança de direção brusca, ao invés de girar de forma gradual na zona do incidente. Essa mudança poderia ter causado o deslocamento de parte da carga, desequilibrando a balsa e provocando o acidente.

O governo sul-coreano anunciou que não começará as investigações, nem vai oferecer conclusões, até que sejam concluídos os trabalhos de resgate.

Até agora, foram confirmadas 20 mortes, sendo cinco estudantes e dois professores. Mais de 300 pessoas continuam desaparecidas. Dos 475 passageiros no Seowl, 325 eram alunos do ensino médio de um instituto de Ansan, na periferia de Seul, que estavam em uma viagem escolar para a ilha turística de Jeju.

Os sobreviventes relataram que por volta das 9h de quarta-feira (horário local, 21h de Brasília de terça-feira) foi possível ouvir um forte estrondo no navio, que foi tombando pouco a pouco até afundar quase totalmente cerca de duas horas depois.

A Guarda Costeira, a Marinha e alguns mergulhadores individuais atuam no local do acidente, a cerca de 20 quilômetros da costa sudoeste da Coreia do Sul. Antes, equipes de resgate martelaram o casco emborcado do navio, na esperança de receber a resposta de algum sobrevivente preso, o que não ocorreu, segundo relato da imprensa local.

Embora o local do naufrágio seja relativamente raso (menos de 50 metros), é muito perigoso para os cerca de 150 mergulhadores, que, segundo especialistas, precisam correr contra o tempo para poder encontrar sobreviventes./ AP, EFE e REUTERS

 

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