AP Photo/Ariana Cubillos
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Capriles pressiona Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela para iniciar referendo

Opositor ao governo, ele discursou na última terça-feira 19, pedindo que a revogação do mandato do presidente Nicolás Maduro fosse mais acelerada e pregando união de todos os setores da oposição

O Estado de S. Paulo

20 Abril 2016 | 16h36

CARACAS - O líder opositor venezuelano Henrique Capriles advertiu na terça-feira 19 que, se as autoridades eleitorais do país não entregarem as planilhas para recolher as assinaturas pedindo um referendo revogatório do presidente Nicolás Maduro, serão realizadas manifestações pelo país. "Queremos tirar a Venezuela da pior crise da sua história", disse Capriles, num discurso em que chama todos os setores opositores a se unir e questiona o Conselho Nacional Eleitoral sobre a demora ao entregar as planilhas. "Temos que conduzir esse processo que estamos vivendo", acrescentou.

Capriles, que foi derrotado por Maduro nas eleições presidenciais de 2013, anunciou que a oposição levará à Assembleia Nacional, ainda nessa semana, a proposta de emenda constitucional que contempla a redução do mandato presidencial de seis para quatro anos e a eliminação da reeleição indefinida.

A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) chegou a um acordo, em março, para impulsionar de forma simultânea a emenda constitucional e o referendo revogatório e, assim, acelerar a suspensão do mandato de Maduro. A Assembleia Nacional, sob controle da oposição desde janeiro, tem a previsão de aprovar nos próximos dias uma lei de referendos para dar um marco legal ao processo.

As ações da coalizão opositora têm sido criticadas por Maduro, que acusa a oposição de promover planos desestabilizadores e uma "guerra econômica". Ao comemorar três anos de seu mandato como presidente, Maduro anunciou uma ofensiva contra a oposição.

Vários milhares de empregados públicos e adeptos do governo realizaram na terça uma marcha até o centro da capital Caracas em apoio a Maduro e em comemoração aos 206 anos do movimento de independência do país. /AP

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