Mariana Bazo/Reuters
Mariana Bazo/Reuters

Cenário: Kuczynski terá de reorganizar a economia do país

O pedido de destituição provocou uma reação em cadeia no mercado de títulos e na Bolsa de Valores do Peru

Matthew Bristow e John Quigley / BLOOMBERG, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2017 | 05h00

Após ter sobrevivido a uma tentativa de destituição, o presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, se concentra em como reorganizará a economia do país e rechaçará quaisquer novas tentativas para minar seu mandato, previsto para durar até 2021.

A crise irrompeu após uma desaceleração da economia provocada pelo congelamento de projetos de obras em meio à investigação e inundações que causaram muita destruição no norte do Peru.

O país deverá crescer 4% no próximo ano, mais do que Colômbia, Chile, Brasil e México, segundo analistas questionados pela Bloomberg. A previsão para este ano é de uma expansão de 2,6%. A economia e a posição fiscal do país merecem uma classificação de crédito mais alta do que a atual AAA, mas as instituições frágeis são um entrave.

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O repentino pedido de destituição feito a pela Força Popular, partido de oposição, provocou uma reação em cadeia no mercado de títulos e na Bolsa de Valores do Peru. Os ativos do país se recuperaram no fechamento dos negócios em Nova York na quinta-feira, no mais alto patamar em uma semana. Ontem, a Bolsa de Lima fechou com uma pequena queda de 0,09%. Se a destituição ocorresse, seria o segundo impedimento de um líder sul-americano desde 2016. 

O Força Popular, que controla 71 das 135 cadeiras no Congresso, também tentou derrubar o ministro da Justiça e remover juízes da Corte Suprema do Peru. Kuczynski ainda não está fora de perigo, uma vez que nada impede a oposição de apresentar uma segunda moção pedindo seu afastamento.

Pesquisas mostram que a líder do partido, Keiko Fujimori, filha do ex-presidente, é a figura política mais popular do Peru. Mas ela está sendo investigada no âmbito da Lava Jato e a derrota sofrida na quinta-feira pode moderar o ímpeto da oposição. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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