AP Photo/Bernat Armangue
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Centenas de palestinos iniciam greve de fome em prisões israelenses

Palestinos denominaram a greve de protesto contra condições precárias e uma política israelense de detenção sem julgamento, que tem sido aplicada contra milhares desde a década de 80

O Estado de S. Paulo

17 Abril 2017 | 19h05

GAZA/RAMALLAH - Centenas de palestinos em prisões israelenses iniciaram uma greve de fome nesta segunda-feira, 17. em resposta a um pedido do proeminente prisioneiro Marwan Barghouti, amplamente visto como um possível futuro presidente palestino.

Palestinos denominaram a greve de protesto contra condições precárias e uma política israelense de detenção sem julgamento, que tem sido aplicada contra milhares desde a década de 80.

Israel informou que o ato dos prisioneiros, muitos deles condenados por ataques ou planejamento de ataques contra Israel, é motivado politicamente.

O protesto foi liderado por Barghouti, de 58 anos, um líder do conhecido movimento Fatah da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que cumpre cinco prisões perpétuas após ser condenado por assassinato pela morte de israelenses em levante de 2000 a 2005.

A greve, se mantida, pode apresentar um desafio para Israel e aumentar tensões entre os dois lados, à medida que se aproxima o aniversário de 50 anos em junho da ocupação israelense da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e da Faixa de Gaza.

Tropas israelenses e assentados se retiraram da Faixa de Gaza, agora comandada por islâmicos do Hamas, em 2005, mas conversas de paz sobre a criação de um Estado palestino fracassaram com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em 2014.

Em artigo de opinião publicado pelo New York Times nesta segunda-feira, Barghouti disse que uma greve seria a única maneira de conseguir concessões, após outras opções fracassarem.

“Por meio de nossa greve de fome, buscamos o fim desses abusos... Prisioneiros e detidos palestinos têm sofrido de tortura, tratamentos desumanos e degradantes e negligência médica. Alguns foram mortos enquanto detidos”, escreveu./ Reuters 

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