Uriel Sinai/The New York Times
Uriel Sinai/The New York Times

Israel reforça policiamento em Jerusalém para tradicionais orações

Diversas organizações palestinas convocaram protestos após a decisão de Trump

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 07h29

JERUSALÉM - Israel mobilizou centenas de policiais nesta sexta-feira, 8, dia da grande oração na Esplanada das Mesquitas, após as convocações para que os palestinos protestem contra o reconhecimento por Donald Trump de Jerusalém como capital israelense.

"Centenas de policiais e guardas de fronteira adicionais foram mobilizados dentro e nos arredores da Cidade Antiga", afirmou o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld. Nenhuma restrição de idade foi anunciada aos fiéis de Jerusalém que desejam comparecer à esplanada, ao contrário do que ocorreu em outros momentos de grande tensão na cidade. 

Conheça o posicionamento da comunidade internacional sobre Jerusalém

A esplanada, terceiro local sagrado do islamismo, também venerado pelos judeus com o nome de Monte do Templo, fica em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. As forças israelenses controlam todos os acessos.

Um correspondente da agência de notícias AFP registrou um número maior de policiais nas ruas da Cidade Antiga, mas sem alcançar o nível de agentes mobilizados em situações de grande tensão.

As organizações palestinas convocaram protestos após a decisão do presidente americano de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e de transferir para a cidade a embaixada dos Estados Unidos.

O chefe político do movimento islamita Hamas,  Ismail Haniyeh, convocou os palestinos a organizar uma terceira intifada, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como capital israelense. Haniyeh classificou a decisão dos EUA de “agressão a nosso povo e guerra contra nossos santuários”.

+ Para entender: O que é uma intifada?

Entenda

O reconhecimento Jerusalém como capital de Israel é mais uma promessa de campanha feita por Donald Trump a um dos segmentos mais conservadores de sua base de apoio, os evangélicos brancos, 80% dos quais optaram por sua candidatura na disputa de novembro de 2016. Esse grupo representa um terço dos eleitores republicanos e vê em Israel a realização de profecias bíblicas.

O mais poderoso grupo de lobby nesse terreno é o Cristãos Unidos por Israel, fundado em 2006 pelo pastor John Hagee. "Eu posso assegurar a você que 60 milhões de evangélicos estão olhando para essa promessa de perto, porque se o presidente Trump mudar a embaixada para Jerusalém, ele vai dar um passo histórico para a imortalidade", disse Hagee na terça-feira, 5, em entrevista à rede de TV Fox News. / AFP

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