Joe Raedle/AFP
Joe Raedle/AFP

Centros judaicos nos Estados Unidos recebem ameaças a bomba

FBI e Departamento de Justiça vão investigar incidentes; filha do presidente ressalta princípio de tolerância religiosa

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2017 | 03h26

WASHINGTON - Onze centros da comunidade judaica em várias cidades dos Estados Unidos foram alvo de ameaças de bomba nesta segunda-feira, 20, segundo autoridades. Com isso, sobe a 69 o número de incidentes do tipo neste ano, presentes em 27 Estados do país, segundo a JCC Association of North America.

Todas as ameaças de bomba desta segunda-feira - assim como as recebidas em 9, 18 e 31 de janeiro - eram falsas e os centros judaicos afetados retomaram suas atividades. O FBI e o Departamento de Justiça investigam estes incidentes.

Por sua vez, a imprensa local reporta que mais de uma centena de lápides foram alvo de vandalismo em um cemitério judaico em St. Louis, no Missouri. A polícia declinou de confirmar o número de túmulos danificados no cemitério de Chesed Shel Emeth, enquanto segue monitorando câmeras de segurança do local e de estabelecimentos vizinhos.

O instituto Southern Poverty Law Center, que monitora crimes de extremismo, disse em um recente informe que o número de grupos que incitam ódio está aumentando e alcança níveis quase históricos. A causa seria vinculada ao surgimento de um "populismo de direita" durante a campanha presidencial de 2016.

A filha do presidente Donald Trump, Ivanka, convertida ao judaísmo, também denunciou as ameaças aos centros. "Os Estados Unidos são uma nação baseada no princípio da tolerância religiosa. Devemos proteger nossas casas de culto e centros religiosos", escreveu no Twitter.

A JCC Association of North America ressaltou que "não se acovardará por ameaças que buscam alterar a vida das pessoas ou o papel vital dos centros da comunidade judaica". / AFP

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