Cerca de 25 mil japones retornarão a arredores de Fukushima

Restrição permanecerá para toda área a menos de 20 quilômetros da usina devido à radiação

Agência Estado

09 Agosto 2011 | 14h51

TÓQUIO - O governo do Japão decidiu abrandar a restrição à circulação em uma área superior a 20 quilômetros da usina nuclear de Daiichi/Fukushima, abrindo o caminho para que dezenas de milhares de pessoas voltem para suas casas, disseram funcionários japoneses nesta terça-feira, 9.

 

A área de exclusão de 20 quilômetros a partir da usina continua em vigor e proíbe a circulação tanto de moradores quanto de todas as pessoas não autorizadas. O abrandamento da restrição para as áreas a partir de 20 quilômetros permitirá que 25 mil moradores voltem à região em cerca de um mês.

 

Os funcionários esclareceram que algumas áreas de exclusão continuam em vigor a partir dos 20 quilômetros, por causa de altos níveis de radiação que foram detectados. Nas últimas semanas, funcionários da Tokyo Electric Power Co. (Tepco), a empresa que opera a usina, e do governo, disseram que os reatores foram estabilizados e que a quantidade de radiação agora liberada é mínima.

 

"Nós queríamos que os moradores retomassem suas vidas comuns o mais cedo possível. Levou cinco meses para que o processo começasse", disse Goshi Hosono, ministro do gabinete encarregado da crise nuclear japonesa. "Vamos fazer isso com muita calma".

 

O governo japonês afirma que grande parte da radiação que estava no núcleo dos reatores foi expelida a partir de 11 de março, quando começou a crise após o terremoto seguido de tsunami. O que sobrou nos núcleos, por isso, não representaria um grande perigo. A Tepco tem injetado nitrogênio nos reatores para evitar mais explosões, disse Osamu Suda, funcionário do gabinete.

 

Também nesta terça-feira, o governo japonês disse que considera permitir aos moradores de áreas a até 3 quilômetros da usina que façam sua primeira e breve visita às suas moradias para retirar objetos. Essa visita, contudo, poderá acontecer apenas no final de agosto. As informações são da Associated Press.

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