David Crosling/AAP/via Reuters
David Crosling/AAP/via Reuters

Cerca de 90 casas são destruídas por incêndios florestais na Austrália

Fogo se propagou rapidamente por uma área de 1.070 hectares, alimentado pelos fortes ventos e as altas temperaturas

O Estado de S.Paulo

19 Março 2018 | 00h15
Atualizado 19 Março 2018 | 12h32

SYDNEY, AUSTRÁLIA - Aproximadamente 90 casas e propriedades ficaram destruídas na Austrália em razão dos incêndios florestais que começaram neste fim de semana em várias partes do país, informaram os bombeiros nesta segunda-feira, 19.

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Cerca de 70 casas ficaram danificadas pelo fogo que está ativo desde domingo na cidade de Tathra, no extremo sudeste do país. Um bombeiro voluntário ficou ferido pelas chamas e quatro pessoas foram atendidas por inalarem fumaça. Até agora, ninguém foi reportado como desaparecido, segundo o Serviço Rural dos Bombeiros do Estado de Nova Gales do Sul.

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O incêndio se propagou rapidamente por uma área de 1.070 hectares, alimentado pelos fortes ventos e as altas temperaturas, até que pôde ser controlado durante a noite após uma mudança nas condições meteorológicas, indicou a emissora ABC.

Os bombeiros seguem combatendo outros incêndios ativos mais de 200 km a sudoeste de Melbourne, onde 18 casas foram destruídas pelas chamas que também mataram o gado e arrasaram fazendas. Eles trabalham agora para conter o fogo em Cobden e Penshurst, onde 1,7 mil imóveis estão sem eletricidade porque a infraestrutura de distribuição de energia foi danificada.

Os especialistas haviam advertido as autoridades em relatórios recentes sobre o agravamento das ondas de calor extremo e dos incêndios florestais em razão do aumento das emissões de dióxido de carbono.

A temporada de incêndios na Austrália varia segundo a região e as condições meteorológicas. No caso de Nova Gales do Sul, cuja capital é Sydney, transcorre entre a primavera e o verão.

Os piores incêndios vividos no país nas últimas décadas ocorreram no início de fevereiro de 2009, no Estado de Victoria, e deixaram 173 mortos e 414 feridos, além de terem destruído uma superfície de 4,5 mil km². / EFE

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