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Chanceler brasileiro destaca relevância energética de Caracas

- Atualizado: 14 Janeiro 2016 | 21h 13

Em visita, Mauro Vieira defende permanência da Venezuela no Mercosul por questão estratégica do bloco econômico

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em evento no Itamaraty

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em evento no Itamaraty

BUENOS AIRES - Nas duas horas em que estiveram reunidos nesta quinta-feira, 14, em Buenos Aires, os chanceleres da Argentina, Susana Malcorra, e do Brasil, Mauro Vieira, garantiram ter falado brevemente sobre a Venezuela. Questionado insistentemente por jornalistas sobre a posição dos países sobre a redução da bancada opositora pelo tribunal superior ligado ao chavismo, o ministro brasileiro preferiu exaltar o potencial energético na Venezuela, como quinto maior exportador de petróleo do mundo. 

“A entrada da Venezuela é importante do ponto de vista geográfico, pois estende o Mercosul desde o Caribe até a Terra do Fogo”, disse Vieira. Caracas já é membro pleno, mas faltam detalhes técnicos que o ministro acredita que estarão resolvidos no início do segundo semestre.

O chanceler questionou porque o interesse pela crise venezuelana era maior do que pelos temas da agenda bilateral entre Brasil e Argentina tratados na reunião com Malcorra. “Vocês estão indo para a Venezuela, vão ser correspondentes na Venezuela?”, disse a jornalistas brasileiros no fim da tarde. “Pensei que o foco fosse Argentina, que é alvo de um grande foco de interesse”, acrescentou.

Na opinião do ministro brasileiro, que foi embaixador em Buenos Aires, afirmou “tudo que está ocorrendo na Venezuela está sendo resolvido de acordo com uma legislação e com as instituições”.

Vieira disse que o Judiciário venezuelano está examinando a saída dos três deputados opositores e é preciso esperar por uma decisão. Quanto à lei de anistia que o Legislativo eleito no dia 6 de dezembro pretende levar adiante, contra qual o presidente Nicolás Maduro já se posicionou, Vieira preferiu não se posicionar contra ou a favor. 

“Se (a lei de anistia) for aprovada pelo Legislativo, será aplicada, como no Brasil”. 

Embora represente um governo que tem emitido alertas mais duros sobre o que considera um desgaste das instituições no governo Maduro, Malcorra, adotou linha semelhante à do brasileiro. 

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