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Internacional

Estado Islâmico

Chanceler italiano afirma que Estado Islâmico possui 5 mil soldados na Líbia

O número reforça a presença do grupo jihadista no país que lida com uma situação caótica desde 2011. Dentre os soldados, estariam tunisianos, sudaneses, iemenitas e nigerianos que integravam o Boko Haram

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O Estado de S. Paulo

10 Março 2016 | 11h16

ROMA - O chanceler italiano Paolo Gentiloni declarou na quarta-feira que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) possui 5 mil combatentes na Líbia, um grande número que reforçaria a sua presença no país mergulhado no caos desde 2011.

"Atualmente, existem 5 mil combatentes do Daesh (EI em árabe) concentrados na área de Sirte, mas capazes de fazer incursões perigosas" no oeste e leste da Líbia, afirmou o chefe da diplomacia italiana.

Fontes francesas e americanas estimam entre 3 mil e 5 mil o número de combatentes na Líbia, incluindo centenas de tunisianos, sudaneses, iemenitas e nigerianos que faziam parte do grupo extremista Boko Haram.

Na segunda-feira, o grupo jihadista organizou na Tunísia ataques simultâneos contra um quartel do Exército, uma delegacia e um posto da Guarda Nacional em Ben Guerdane, cidade de 60 mil habitantes, localizada a poucos quilômetros da Líbia.

Mais de 50 pessoas foram mortas nos combates, incluindo 36 extremistas, de acordo com o primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid.

A Itália é o país favorito para liderar uma força internacional com o objetivo de parar o grupo jihadista no país em razão de sua proximidade geográfica com a Líbia. No entanto, o ministro das Relações Exteriores reiterou mais uma vez as condições para a adoção desse compromisso.

"Estamos trabalhando para responder rapidamente a um possível pedido do governo da Líbia, nada mais e nada menos, conforme previsto na Constituição e só depois de receber autorização do Parlamento" italiano, explicou o ministro. Intervenções militares "não são a solução e às vezes podem agravar o problema", lembrou Gentiloni. /AFP

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