1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Chanceler italiano afirma que Estado Islâmico possui 5 mil soldados na Líbia

- Atualizado: 10 Março 2016 | 11h 25

O número reforça a presença do grupo jihadista no país que lida com uma situação caótica desde 2011. Dentre os soldados, estariam tunisianos, sudaneses, iemenitas e nigerianos que integravam o Boko Haram

ROMA - O chanceler italiano Paolo Gentiloni declarou na quarta-feira que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) possui 5 mil combatentes na Líbia, um grande número que reforçaria a sua presença no país mergulhado no caos desde 2011.

"Atualmente, existem 5 mil combatentes do Daesh (EI em árabe) concentrados na área de Sirte, mas capazes de fazer incursões perigosas" no oeste e leste da Líbia, afirmou o chefe da diplomacia italiana.

Extremistas de vários grupos filipinos aparecem juntos em vídeo de apoio ao Estado Islâmico

Extremistas de vários grupos filipinos aparecem juntos em vídeo de apoio ao Estado Islâmico

Fontes francesas e americanas estimam entre 3 mil e 5 mil o número de combatentes na Líbia, incluindo centenas de tunisianos, sudaneses, iemenitas e nigerianos que faziam parte do grupo extremista Boko Haram.

Na segunda-feira, o grupo jihadista organizou na Tunísia ataques simultâneos contra um quartel do Exército, uma delegacia e um posto da Guarda Nacional em Ben Guerdane, cidade de 60 mil habitantes, localizada a poucos quilômetros da Líbia.

Mais de 50 pessoas foram mortas nos combates, incluindo 36 extremistas, de acordo com o primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid.

A Itália é o país favorito para liderar uma força internacional com o objetivo de parar o grupo jihadista no país em razão de sua proximidade geográfica com a Líbia. No entanto, o ministro das Relações Exteriores reiterou mais uma vez as condições para a adoção desse compromisso.

"Estamos trabalhando para responder rapidamente a um possível pedido do governo da Líbia, nada mais e nada menos, conforme previsto na Constituição e só depois de receber autorização do Parlamento" italiano, explicou o ministro. Intervenções militares "não são a solução e às vezes podem agravar o problema", lembrou Gentiloni. /AFP

A violenta estratégia de comunicação do Estado Islâmico
Reprodução
Agosto 2014:

O Estado Islâmico divulga vídeo em que o jornalista americano James Foley, desaparecido na Síria desde 2012, é decapitado. Vestido de preto, o integrante do EI está com o rosto coberto. A organização terrorista ameaça matar outro capturado, possivelmente Steven Sotloff.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em InternacionalX