AP Photo/Anvar Ilyasov
AP Photo/Anvar Ilyasov

Chanceler russo compara ataque dos EUA contra base síria com invasão ao Iraque em 2003

Para Serguei Lavrov, ação ordenada por Trump lembra quando os EUA entraram no Iraque sem autorização do Conselho de Segurança da ONU; ele acredita, porém, que medida não causará danos irreversíveis nas relações dos dois países

O Estado de S.Paulo

07 Abril 2017 | 08h55

MOSCOU - O ataque com mísseis lançado pelos Estados Unidos contra uma base aérea na Síria, sem autorização da ONU, lembra à invasão do Iraque ocorrida em 2003, disse nesta sexta-feira, 7, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov.

"Isto me lembra a situação de 2003, quando os Estados Unidos e o Reino Unido, com seus aliados, invadiram o Iraque sem autorização do Conselho de Segurança", disse o chanceler, direto de Tashkent, capital do Usbequistão.

A diferença - acrescentou - é que "em seguida tentaram apresentar uma 'prova', e meu bom colega Colin Powell (secretário de Estado americano em 2003) agitou no Conselho de Segurança um tubo de ensaio com pasta de dentes, que ele tinha recebido da CIA, tentando mostrar que se tratava de Anthrax".

"Eles podem dizer o que quiserem, mas o ataque, claro, é mais que palavras", disse o chefe da diplomacia russa, adiantando que a Rússia exigirá uma investigação para esclarecer como foi a decisão de atacar a base aérea de Shayrat.

Ele também alertou que a ação militar dos EUA "prejudica seriamente as relações russo-americanas, já por si maltratadas", embora tenha mostrado esperança de que "esta provocação não produza resultados irreversíveis". / EFE

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