AP Photo/Steve Helbert
AP Photo/Steve Helbert

Charlottesville cobre estátua de general confederado com lona preta

A violência racial nos protestos da cidade este mês reavivou o debate sobre a simbologia confederada, da qual participou o próprio presidente Donald Trump, que criticou a retirada de estátuas

O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2017 | 18h57

WASHINGTON - As autoridades locais de Charlottesville cobriram nesta quarta-feira,  23, com uma lona preta de plástico a estátua do general confederado Robert Lee, depois da violência racial desencadeada após uma marcha de supremacistas brancos convocada para evitar que ela seja retirada.

A medida foi tomada depois que o conselho da cidade aprovou cobrir a estátua após um agitado encontro na segunda-feira.

No dia 12, um neonazista matou Heather Heyer, de 32 anos, e feriu 20 pessoas ao atropelar com seu carro os participantes de uma manifestação antirracista que protestavam contra a presença de supremacistas em Charlottesville.

O prefeito da cidade, Mike Signer, tinha convocado o encontro do conselho municipal para estudar maneiras de honrar a memória de Heather.

A pequena cidade, sede da Universidade da Virgínia e situada 200 quilômetros ao sudoeste de Washington, também decidiu cobrir outra estátua, a do também general confederado Stonewall Jackson, instalada em outra praça.

A violência racial de Charlottesville reavivou o debate sobre a simbologia confederada, da qual participou o próprio presidente Donald Trump, que criticou a retirada de estátuas.

"É triste ver a história e a cultura do nosso grande país sendo destroçadas com a eliminação das nossas formosas estátuas e monumentos. Não se pode mudar a história, mas podemos aprender com ela", escreveu Trump em sua conta no Twitter no dia 17.

Nos EUA, há mais de 700 monumentos em 31 Estados em homenagem ao esquadrão confederado da Guerra Civil (1861-1865), liderado pelo general Lee e formado pelos Estados separatistas favoráveis à escravidão e perdedor da disputa. / EFE

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