Chavéz diz que não vai "cubanizar" a Venezuela

O ministro da Defesa da Venezuela, José Vicente Rangel, denunciou a existência de setores da oposição que estão a favor de uma "intervenção militar" dos EUA no país. Rangel expressou, em uma entrevista publicada hoje pelo jornal El Nacional, que há setores da oposição que, em seu "desespero", querem "agarrar-se à saia da nação americana em busca de soluções para o país". Na opinião do ministro da Defesa, uma possível intervenção militar na Venezuela "de modo algum seria aceita pela comunidade internacional, e os EUA seriam os primeiros a rechaçá-la, porque não têm interesse em embarcar em aventuras desse tipo". Segundo Rangel, um dos principais porta-vozes do governo do presidente Hugo Chávez, não existe a intenção de "cubanizar" a Venezuela, tal como alegam setores da oposição - baseados, entre outros motivos, no fato de que médicos e treinadores esportivos da ilha chegaram ao país, além de questionarem um convênio de fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba. Para o ministro, tais setores estão promovendo "versões satânicas" no exterior sobre o governo de Chávez para desalentar os investidores. Os comentários do ministro seguiram-se a um anúncio publicado na semana passada no jornal norte-americano The Washington Times, no qual um grupo que se autodenominou "Junta de Emergência Nacional" pediu a renúncia de Chávez.

Agencia Estado,

28 Maio 2001 | 16h18

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