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Chavistas bloqueiam saída de marcha em universidade privada de Caracas

Denise Chrispim Marin, Enviada Especial / Caracas - O Estado de S. Paulo

03 Abril 2014 | 18h 29

Após alguns dias de calmaria nas ruas do país, forças de segurança dão nova demonstração de violência

(Atualizada às 23h30) CARACAS - Estudantes da Universidade Central da Venezuela (UCV) foram impedidos pela Polícia Nacional e a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) de circular pelo câmpus na quinta-feira, 3. Para evitar que seguissem em uma passeata contra a crise econômica do país, a GNB e a polícia lançaram bombas de gás lacrimogêneo e dispararam jatos d’água e balas de borracha.

Grupos paramilitares em motocicletas, chamados de coletivos, participaram da repressão. A nova onda de violência das forças de segurança tomou Caracas enquanto o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusava um militante do partido de oposição Vontade Popular de incendiar uma sala do Ministério da Habitação, na noite de terça-feira, dia em que a repressão a manifestações públicas recomeçou em Caracas, após um período de calmaria.

Naquela tarde, uma passeata que a deputada cassada María Corina Machado, do partido Vente Venezuelano, convocou até a Assembleia Nacional foi bloqueada pelas forças de segurança. Na sexta-feira, 4, a oposição lidera uma marcha para pedir a libertação de Leopoldo López, líder do Vontade Popular que completa 45 dias na prisão.

Sete pessoas, entre as quais três estudantes e uma jornalista, foram feridas nesta quinta na UCV, disse a líder estudantil Hilda Rubi González. Equipes de reportagem foram atacadas, e quatro profissionais tiveram seus equipamentos roubados. Uma equipe da emissora Televén foi ameaçada por membros de coletivos, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa. O presidente da FCU, Juan Requesens, informou que pelo menos dez pessoas haviam sido presas. A reitora da UCV, Cecilia Arocha, disse estar ciente da "situação irregular".

O conflito começou quando estudantes tentaram deixar o câmpus na direção da sede da estatal petroleira PDVSA, onde pretendiam, segundo os organizadores, entregar sugestões para a reativação da atividade e geração de empregos no país ao vice-presidente de Economia e presidente da companhia. Enquanto líderes estudantis negociavam a suspensão do bloqueio à passeata com os oficiais militares, um grupo não identificado atirou coquetéis Molotov e pedras contra as forças de segurança. Um disparo de pistola foi feito para o alto em uma sala de estudos, levando mais estudantes para a zona do conflito. Universitários chavistas e da oposição também entraram em choque.

Os soldados da GNB estavam de prontidão nos arredores da UCV nas primeiras horas. O líder estudantil Juan Requesens atribuiu aos coletivos, que circulavam em motocicleta pela universidade e estariam, segundo ele, acobertados pelas forças de segurança, a violência contra os estudantes e o roubo das equipes de jornalismo.

Do Palácio de Miraflores, Maduro acusou a oposição por crimes cometidos durante ou depois de protestos contra seu governo. Maduro disse que foi preso o principal suspeito de incendiar uma sala da sede do Ministério de Habitação, onde funcionava também um jardim da infância. Ele afirmou que o suspeito é um membro do partido Vontade Popular, mas não apresentou sua identidade. Outras oito pessoas foram apontadas como corresponsáveis pelo crime e estão sendo procuradas pela polícia.

Maduro pediu ao Tribunal Supremo de Justiça e ao Ministério Público que exponham os rostos de todos os que venham ser presos por outro incêndio, ocorrido há duas semanas em uma universidade das Forças Armadas no Estado de Táchira.

"Não há precedente no país sobre grupos políticos que tenham saído para queimar universidades e atacar uma pré-escola. Isso é terrorismo", declarou Maduro, referindo-se aos dois incêndios. "Um ataque, uma emboscada na noite. Não pode um crime como esse ser condenado pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), senhor governador de Miranda?" O presidente venezuelano culpou o governador de Miranda, Henrique Capriles, por duas mortes durante protestos da oposição nesse Estado. Capriles tem sido uma voz moderadas e concentrado suas críticas à condução economia.

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