Andy Wong/AP
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China bane venda de bíblias na internet e aperta cerco contra cristãos

Veto surge em meio à ampliação do poder do presidente Xi Jinping, que recentemente teve permissão da cúpula do PC chinês para seguir indefinidamente no cargo

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2018 | 16h55

PEQUIM - O governo da China baniu a venda de bíblias em lojas virtuais, em um passo que faz parte de novas regras para o controle da religião no país. O veto surge em meio à ampliação do poder do presidente Xi Jinping, que recentemente teve permissão da cúpula do PC chinês para seguir indefinidamente no cargo

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As medidas foram anunciadas no fim de semana e entrou em vigor na quinta-feira. As principais lojas online do país já não tinha na sexta-feira o livro sagrado dos cristãos para vender. Lojas como Amazon, JD e Taobao preferiram não comentar o caso. 

A nova regulamentação se alinha com um esforço de longa data do governo para limitar a influência do cristianismo na China. Das grandes religiões praticadas no país, o cristianismo é a única que não pode ter seus textos sagrados vendidos amplamente no país. Impressa, a bíblia só pode ser vendida em canais religiosos. 

Com o surgimento das lojas digitais, criou-se uma brecha para tornar as bíblias disponíveis rapidamente. Na China, isso foi especialmente importante porque as compras digitais tornaram-se um fenômeno bastante comum. O endurecimento das regras é acompanhado também de um esforço de Xi para promover religiões tradicionais, como o taoismo e o budismo. 

A medida também é concomitante às negociações entre Pequim e o Vaticano para por um fim à cisão entre a Igreja Católica controlada pelo Estado chinês e igrejas informais que têm crescido no país. 

Analistas dizem que as novas medidas podem indicar mais repressão. Na coletiva em que o veto foi apresentado, um porta-voz governamental afirmou que nunca o Vaticano terá controle da igreja chinesa. "Parece que a porção antivaticanista do governo chinês saiu vencedora", disse Yang Fenggang, chefe do Centro de Religiões Chinesas da Universidade de Purdue. /NYT 

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