China celebra aniversário no Tibete e elogia sua política

A China celebrou hoje o 50º aniversário de seu controle sobre o Tibete com hasteamento de bandeira, elogios à sua própria política na região, e a condenação ao planejado encontro de hoje do dalai-lama com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em Washington. No aniversário de um tratado de 1951 que consolidou o regime chinês, Pequim também acusou o exilado líder espiritual e temporal tibetano de ser um rebelde separatista que tem de contido. A China tem rotulado o encontro em Washington como uma provocação e uma invasão em seus assuntos internos. Luo Gan, o líder do Partido Comunista para a lei e a ordem, disse num encontro com autoridades em Pequim que o dalai-lama está "viajando cada vez mais longe no caminho separatista", divulgou a televisão estatal. O encontro de Bush com o dalai-lama aumentou ainda mais a ira de Pequim, já incomodado com a chegada na segunda-feira a Nova York do presidente de Taiwan, que a China considera uma província renegada sem direito a relações diplomáticas. O presidente taiuanês, Chen Shui-bian, está fazendo uma parada não oficial de três dias em seu caminho para a América Central. Hoje, o ministro-assistente de Relações Exteriores chinês, Zhou Wenzhong, apresentou um protesto diplomático formal à embaixada americana em Pequim, divulgou a agência oficial Nova China. A mídia estatal retratou o Tibete como uma terra cada vez mais próspera onde a liberdade religiosa é respeitada, a educação é universal e os residentes apóiam o governo de Pequim. A "pacífica libertação" do Tibete pelas forças chinesas em 1959 "marcou o primeiro passo do povo do Tibete em direção à luz do sol e à felicidade saindo das trevas e do sofrimento", afirmou a Nova China. A Televisão Central Chinesa mostrou hoje tibetanos observando com respeito o hasteamento da bandeira chinesa numa praça aos pés do Potala, o antigo palácio do dalai-lama na capital territorial, Lhasa. Moedas de ouro contendo expressões em língua chinesa e tibetana foram cunhadas para marcar a ocasião, segundo a agência. Moradores de Lhasa hastearam bandeiras chinesas, colocaram faixas comemorativas em suas casas e adornaram retratos do fundador da China comunista, Mao Tse-tung.

Agencia Estado,

23 Maio 2001 | 16h25

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