China cobra Japão por atos de guerra

A China advertiu a nova chanceler do Japão de que Tóquio precisa assumir suas responsabilidades pelos atos da Segunda Guerra mundial, corrigir o texto de livros escolares que irritaram Pequim e outros governos asiáticos e não aceitar nova visita do ex-presidente de Taiwan, disseram hoje a agência oficial Xinhua e um diplomata. A advertência foi feita pelo ministro de Relações Exteriores chinês, Tang Jiaxuan, durante conversações mantidas na quinta-feira com Makiko Tanaka, que está realizando sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o cargo no mês passado. Tanaka, a primeira mulher a assumir a Chancelaria japonesa, é filha de um poderoso ex-primeiro-ministro que levou seu país a normalizar as relações com a China em 1972. Sua visita ocorre em um momento difícil. A China se juntou às Coréias do Norte e do Sul nos protestos contra a publicação de um livro escolar japonês cujo texto exalta a ocupação de boa parte da China nos anos 30 e sua agressão na Ásia durante a Segunda Guerra mundial. A China também se irritou com o fato de Tóquio receber o ex-presidente de Taiwan, Lee Teng-hui - considerado um separatista por Pequim -, que esteve no Japão no mês passado para tratamento médico. Os planos do novo primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, de visitar um templo onde são homenageados militares do país considerados criminosos de guerra também provocaram críticas de Pequim.

Agencia Estado,

25 Maio 2001 | 17h19

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.