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China defende interceptação de aeronave dos EUA

Estadão Conteúdo

24 Agosto 2014 | 14h 57

Pequim, 24/08/2014 - O Ministério de Defesa da China rejeitou acusações dos Estados Unidos de que a interceptação promovida por um jato chinês de uma aeronave de fiscalização dos EUA na costa sul chinesa foi perigosa, culpando Washington pelas operações militares perto de seu território.

Segundo o porta-voz do Ministério, Yang Yujun, o piloto chinês conduziu uma operação "profissional", mantendo uma distância segura do avião dos EUA durante a interceptação. Ele disse que as acusações dos EUA sobre o perigo da manobra são "descabidas" e que a China estava realizando "voos rotineiros de identificação e verificação".

O secretário de imprensa do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, deu uma versão diferente para o incidente ocorrido no último dia 19, a cerca de 220 quilômetros da costa da ilha chinesa de Hainan. Segundo ele, o jato chinês fez vários rasantes perto da aeronave norte-americana, do modelo P-8 Poseidon, chegando a apenas 9 metros de distância em alguns momentos. Segundo ele, as manobras colocaram a tripulação norte-americana em risco e são "inconsistentes com as leis internacionais tradicionais".

As tensões entre os dois países têm crescido na região do Mar do Sul da China, uma área que é alvo de disputas territoriais entre China, Japão, Vietnã e Filipinas. Em 2001, um jato chinês colidiu com uma aeronave de monitoração da Marinha norte-americana na costa da ilha Hainan, matando o piloto chinês e forçando o avião dos EUA a fazer um pouso de emergência. Fonte: Associated Press.