China e EUA resolvem impasse sobre avião espião

A China e os Estados Unidos resolveram o impasse em relação ao avião espião americano que colidiu com um caça chinês em 1º de abril e desde então encontra-se em poder dos chineses na ilha de Hainan. Os dois governos concordaram que o avião EP-3E deverá ser desmontado e levado de volta aos EUA por avião. O Ministério do Exterior não forneceu mais detalhes sobre a questão e a Embaixada dos EUA em Pequim ainda não se pronunciou sobre a decisão. No começo deste mês, técnicos americanos inspecionaram o avião espião e disseram que o aparelho precisava de alguns reparos, mas poderia voar de volta a território americano. Mas a China rejeitou a hipótese, em uma tentativa de dificultar as tentativas dos EUA em recuperar o avião e impedir que os norte-americanos continuassem realizando vôos de observação nas proximidades da costa da China. A colisão sobre o Mar da China causou a morte de um piloto chinês e aumentou as tensões diplomáticas entre chineses e americanos. Os chineses dizem que o avião americano é o responsável pela colisão com o caça F-8, que causou a morte de um piloto chinês. A China manteve a tripulação de 24 pessoas do EP-3E em Hainan por 11 dias e só soltou os tripulantes após os Estados Unidos pedirem desculpas publicamente pela morte do piloto e pelo pouso de emergência do avião espião em território chinês. Os oficiais norte-americanos, por sua vez, dizem que o piloto chinês foi o responsável pela colisão.

Agencia Estado,

24 Maio 2001 | 05h13

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.