China fecha 16 websites para conter rumores sobre golpe

O governo chinês é protagonista de mais um ato de censura, depois de fechar 16 sites de internet, penalizar duas populares redes sociais e prender seis pessoas por circularem rumores sobre um golpe de Estado em meio à pior crise política do país em anos. A repressão, anunciada na noite de sexta-feira pela mídia estatal, destaca a preocupação de Pequim em relação a um público conectado à internet e ávido para discutir eventos políticos, apesar da censura e das ameaças de punição.

AE, Agência Estado

31 Março 2012 | 14h13

A agência estatal Xinhua News informou que a polícia de Pequim interrogou um número indeterminado de usuários da internet e prendeu seis pessoas ainda não identificadas.

Além dos 16 sites fechados, dois serviços similares ao Twitter - administrados pela chinesas Sina Corporation e a Tencent Holdings -, com mais de 300 milhões de usuários cada, anunciaram que desativarão as funções de microblog por três dias, como uma de uma "manutenção conjunta" necessária. Quando tentavam publicar seus comentários, os usuários receberam a notificação explicando que a suspensão se devia aos muitos "rumores e informações ilegais e prejudiciais."

"Toda vez que você mata a liberdade de expressão, todos nós tomamos conhecimento de sua reação. A perda gradual de credibilidade pública é resultado de tal desordem", escreveu Wang Gongquan, executivo de private equity, em sua conta de microblog, que tem mais de 1,3 milhão de seguidores.

As especulações sobre um golpe de Estado e a repressão por parte do surgem após a destituição duas semanas atrás de Bo Xilai, prefeito da cidade de Chongqing e um dos políticos mais populares do país.

Microblogs como o Twitter, com seu enorme número de usuários e rápido sistema de postagem, se revelaram um desafio para Pequim. Uma nova regra exigindo que os usuários de mídias sociais registrem as contas sob as identidades verdadeiras até meados de março não conseguiu deter os rumores sobre Bo ou um golpe de Estado.

Após detenções, fechamentos e outras punições, Pan Shiyi, celebridade no setor de incorporação imobiliária com mais de 9 milhões de seguidores, questionou hoje se as táticas eram "o remédio certo" para lidar com as especulações. Pan não publicou comentários diretamente sobre o assunto, mas observou a pesada censura. As informações são da Associated Press.

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