EFE/ Anthony Wallace
EFE/ Anthony Wallace

China fecha escola que ensinava mulheres a serem submissas

Orientações dos professores da Escola Fushum de Cultura Tradicional incluem não se divorciar, não reagir a uma discussão e evitar ter relações sexuais com mais de três homens ao longo da vida

O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 11h58

PEQUIM - Autoridades do governo da China fecharam nesta segunda-feira, 04, uma instituição que ensinava mulheres a serem submissas aos homens. O Birô de Educação do Partido Comunista Chinês (PCC) disse que a escola viola os princípios básicos do socialismo. 

+Análise: as chinesas ficam de lado no show de Xi

Em um vídeo divulgado na internet, os professores da escola falam contra a igualdade de gênero e defende que mulheres não reajam contra agressões. A China tem testemunhado um aumento no número de escolas similares nos últimos anos. 

As imagens, que viralizou na internet chinesa, foram divulgadas no site Video Pear e ainda mostram professores da Escola Fushum de Cultura Tradicional dizendo que as mulheres devem desistir de suas carreiras, ficando “no andar de baixo da sociedade, obedecendo incondicionalmente pais, filhos e maridos. 

Outras orientações dos professores incluem não se divorciar, não reagir a uma discussão e evitar ter relações sexuais com mais de três homens ao longo da vida. 

 

“Qualquer coisa que seu marido dizer a resposta deve ser ‘sim’ de imediato”, diz a escola, que ainda orienta mulheres a fazer trabalhos domésticos. 

Outras escolas similares estão sendo investigadas. / AP

Mais conteúdo sobre:
Pequim [China] internet

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.