China pede a Obama que entenda oposição a dalai-lama

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Qin Gang, afirmou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria ser mais simpático ao "fato" de que o controle de Pequim levou mais desenvolvimento ao Tibete. "Em 1959, a China aboliu o sistema de servidão feudal, assim como o presidente (Abraham) Lincoln libertou os escravos negros. Espero, portanto, que o presidente Obama tenta uma melhor compreensão da posição da China de se opor às atividades separatistas do dalai", afirmou Qin.

AE-AP, Agencia Estado

12 Novembro 2009 | 15h43

A declaração ocorreu pouco antes da primeira visita de Obama à Ásia. Questionado sobre um possível encontro entre Obama e o dalai-lama, o porta-voz disse que o presidente norte-americano deve reconhecer o dalai-lama como um ex-chefe de um Estado que praticava a escravidão. Aparentemente, a declaração foi uma tentativa de angariar apoio às políticas chinesas na região do Himalaia.

Muitos tibetanos rechaçam esses argumentos, afirmando que o Tibete era um Estado independente quando tropas da China comunista entraram ali, em 1950. Eles também apontam que os tibetanos tinham consideráveis liberdades na época, por isso uma comparação com escravos é incorreta.

O dalai-lama, que lidera o governo tibetano no exílio, na Índia, afirma que busca apenas garantir mais autonomia para o Tibete. Na visão do regime chinês, ele é um líder separatista. Obama foi criticado por não se encontrar com o dalai-lama quando ele foi a Washington, em outubro. Mas existe a possibilidade de que eles se encontrem no futuro.

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