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China prende advogado pró-direitos humanos e o acusa de 'causar perturbação'

SUI-LEE WEE - REUTERS

13 Junho 2014 | 12h 22

A polícia chinesa informou nesta sexta-feira que prendeu um proeminente advogado de direitos humanos sob a acusação de causar perturbação e obter acesso ilegal a informações pessoais, em um caso que provocou protestos entre os ativistas pró-direitos humanos na China e no Ocidente.

Pu Zhiqiang, um dos dissidentes mais ativos na China, foi detido no mês passado depois de participar de uma reunião em uma residência para relembrar os protestos pró-democracia na Praça Tiananmen, em 1989.

A polícia também deteve outros quatro ativistas, mas os liberou mais tarde.

A polícia de Pequim formalizou a prisão de Pu sob a "suspeita de cometer os crimes de causar perturbação e obter acesso ilegal a informações pessoais de cidadãos, após aprovação dos promotores", disse a polícia em seu microblogue oficial.

"Quanto às acusações de outros crimes de Pu Zhiqiang, os órgãos de segurança pública vão realizar uma investigação mais aprofundada", disse a polícia.

O advogado de Pu, Zhang Sizhi, se recusou a dar detalhes da investigação e a informar se Pu vai admitir culpa.

Em um comunicado publicado na Internet na quinta-feira, Zhang disse que Pu pode pegar uma longa pena de prisão.

Uma detenção formal geralmente leva à acusação e, em última instância, à condenação, na China, onde os tribunais são controlados pelo Partido Comunista.