China reitera seu apoio ao acordo nuclear com Irã

O tratado limita o programa atômico de Teerã em troca da retirada das sanções internacionais

EFE

14 Janeiro 2018 | 03h52

PEQUIM - A China reiterou seu apoio ao acordo nuclear de 2015 com o Irã após a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de abandoná-lo se não forem corrigidos os "defeitos" que, segundo Washington, o documento apresenta.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores Lu Kang, citado hoje pela agência estatal Xinhua, manifestou o desejo de que todas as partes envolvidas administrem suas diferenças e continuem implementando o acordo de maneira "cansativa" e "efetiva".

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Assim, reiterou o apoio da China ao JCPOA (Joint Comprehensive Plan of Action, sigla em inglês com as quais se conhece formalmente o pacto nuclear), ao qual se referiu não só como uma conquista multilateral importante, mas também como um exemplo para resolver os problemas internacionais através da via política e diplomática.

O JCPOA, assinado entre Irã e o Grupo 5+1 - formado por EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, limita o programa atômico de Teerã em troca da retirada das sanções internacionais.

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Na sexta-feira passada, Trump estendeu pela "última" vez a suspensão de sanções ao Irã com base no acordo nuclear de 2015, e deu um ultimato aos seus aliados na Europa para que negociem com ele e corrijam os que considera "defeitos" desse pacto, ou os EUA se retirarão do mesmo.

A advertência de Trump coincidiu com o anúncio de novas sanções contra 14 indivíduos e entidades do Irã, entre eles o chefe do Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Larijani, medidas que não estão relacionadas com o acordo nuclear, senão com "graves" violações dos direitos humanos ou com a proliferação de armas.

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A este respeito, Lu reiterou a oposição da China a "sanções unilaterais" contra outros países, e lembrou que a implementação do acordo é de grande importância para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio, bem como para salvaguardar a não proliferação nuclear a nível internacional. /EFE

 

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