Clérigo xiita condena conselho eleito pelos EUA

Um influente clérigo muçulmano condenou hoje a criação do Conselho de Governo, eleito pelos Estados Unidos, por ter sido formado por "infiéis" e se comprometeu a criar um órgão paralelo, enquanto seus seguidores gritavam em uma mesquita "morte à América". Muqtada al-Sadr conclamou os iraquianos a formar um exército voluntário de xiitas independentes. No entanto, condenou os recentes ataques contra as forças americanas, alegando que "neste momento" haviam sido realizados sem a autorização dos líderes xiitas. Um soldado americano foi morto a tiros neste sábado enquanto vigiava um banco em Bagdá, ao mesmo tempo que os militares dos Estados Unidos realizavam duas blitze na capital e seus arredores. Durante as operações, 1.200 pessoas foram detidas e várias armas, explosivos e munições, apreendidos. O governo americano, que se esforça para estancar a violência, estuda a possibilidade de pedir à ONU que solicite aos Estados membros o envio de tropas ao Iraque, disse hoje o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher. Vários países, entre eles Rússia, França e Índia, já indicaram que não enviariam forças de pacificação ao Iraque sem autorização das Nações Unidas. Atualmente há no Iraque 145.000 soldados americanos e 12.000 de outras nações, entre elas Grã-Bretanha e Polônia.

Agencia Estado,

19 Julho 2003 | 12h51

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