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EFE/Christophe Petit Tesson

Coalizão anti-EI se reúne em Paris para intensificar a luta na Síria e no Iraque

Ministros da Defesa de Estados Unidos, França, Austrália, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Holanda farão balanço das ações da coalizão e estudarão pistas para intensificar a campanha militar

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O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2016 | 11h49

PARIS - A coalizão liderada pelos Estados Unidos que luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque se reúne nesta quarta-feira, 20, em Paris com o objetivo de mobilizar mais recursos militares.

Os ministros da Defesa dos sete países que participam na campanha aérea e no treinamento das forças iraquianas (Estados Unidos, França, Austrália, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Holanda) terão o encontro na sede do ministério francês da Defesa. 

Envolvida militarmente na Síria, a Rússia não participa na reunião.

O encontro, copresidido pelos ministros francês, Jean-Yves Le Drian, e americano, Ashton Carter, permitirá fazer um balanço das ações da coalizão e estudar pistas para intensificar a campanha militar, afirmaram fontes francesas.

Os ministros pretendem estudar as medidas "necessárias para acelerar o ritmo" das operações, segundo as mesmas fontes.

Iniciada em meados de 2014, a campanha foi afetada durante muito tempo pelos compromissos dispersos de seus membros, mas começa finalmente a dar frutos, segundo analistas. O EI sofreu derrotas em Kobani, na fronteira da Síria com a Turquia, Sinjar e mais recentemente em Ramadi, no Iraque.

A reunião também abordará a situação na Líbia, onde o EI avança ao aproveitar o caos político que impera no país. No entanto, nenhuma proposta concreta a respeito deve ser apresentada, segundo uma fonte americana.

Os bombardeios foram intensificados no Iraque e na Síria desde os atentados de 13 de novembro em Paris, em particular contra as instalações de produção de petróleo, cujo tráfico é uma das principais fontes de recursos do EI.

Antes do início da reunião, Carter depositou flores na Praça da República de Paris em memória das vítimas dos ataques de novembro. / AFP e EFE

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